Parabéns Pomerode
Município chega aos 56 anos após sua emancipação e moradores da região opinam sobre o lado bom de viver em
Pomerode e o que ainda falta para que a cidade se torne um lugar ainda melhor
Pomerode é uma cidade em que as tradições, ainda que 56 anos após sua emancipação, são mantidas o mais próximo da época em que os primeiros colonos chegaram por aqui. O orgulho do pomerodense está explícito na alegria causada pelo compasso de trompetes e trombones que convidam a dançar, no cuidado com cada detalhe dos trajes típicos, nos barris de chope (apenas um é muito pouco para nós) tomados em parceria com os amigos, no aroma de um delicioso pão com linguiça caseira e até no acúmulo de pó que fica no carro após pegar estradas dos interiores para tomar um banho rio num dia de sol.
É uma cidade em que a tranquilidade e os bons costumes reinam. De um povo batalhador que não se cansa de trabalho e que tem amor pelo solo em que cultivam suas plantações, tratam suas galinhas e seu bezerros e disseminam a amizade e a cidadania.
São privilegiados pela paisagem verde, pela diversidade ecológica e biológica e também pela arquitetura enxaimel, que convida a nostalgia de uma época menos acelerada.
Com o passar dos anos, Pomerode vem crescendo, atualmente o município, situado no Médio Vale do Rio Itajaí-Açu possui uma população estimada em 30.598, com porcentagem de 99,16% de pessoas alfabetizadas.
Na opinião de alguns moradores, os pontos altos da cidade é a beleza, a limpeza e a baixa criminalidade. Daphine Ribeiro Andrade, que veio de São Paulo e vive aqui há oito anos, considera Pomerode um lugar bem mais seguro. “Sou de São Paulo e moro aqui há oito anos. Gosto da limpeza da cidade e da pouca criminalidade. Não é que não tenha sujeira e criminosos aqui, mas se comparado a São Paulo esses problemas são menores. Acredito que falte na cidade mais opções de divertimento, como um shopping e cinema. A cascata foi fechada. Também acho que os comércios poderiam ficar abertos até o fim de semana”.
Marisa Liders, mora há quase trinta anos na cidade e também é um entusiasta de Pomerode. “Estou em Pomerode há 27 anos e adoro morar aqui, mas gostaria que as ruas de estrada de chão fossem asfaltadas, principalmente a rua Concórdia”.
Já Leda Nobrega aprecia o sossego encontrado na região, mas alerta para a escassez de opções de lazer. “Moro há dez anos em Pomerode e gosto da tranquilidade e da limpeza da cidade, mas falta asfalto em muitas ruas, opções de lazer e compras e de um posto de saúde que seja 24 horas. A cidade está crescendo, é preciso ter uma boa infraestrutura”.
Para Maria De Lourdes Obrzut Brandalise, Pomerode se resume em um adjetivo e com direito a exclamação. “Cidade linda!!!”
Queima de fogos para festejar – A comemoração do aniversário aconteceu na última quarta-feira, 21 de janeiro, durante a 32ª edição da Festa Pomerana. Mais de 12 mil pessoas passaram pelos portões do Pavilhão de Eventos para aproveitarem as atrações, shows, comidas típicas, competições e a esperada queima de fogos, que iluminou o céu de Pomerode e durou cerca de 12 minutos.
JP faz homenagem ao aniversário da cidade – Para homenagear a data, o Jornal de Pomerode veiculou no dia do aniversário da cidade, um caderno especial contando histórias pouco conhecidas no município. São 46 páginas recheadas de memórias, tradições, mitos e lendas curiosas como a dos índios que decapitaram um sujeito para usar o seu coro cabeludo ruivo, a das noivas de preto ou a do antigo monumento que ficava situado na região central da cidade, intitulado de “Chapéu do Farinhas”.
Mais um ano de vida! – A bela e encantadora Pomerode, cidade referência em organização, limpeza e beleza, completa 56 anos de uma história que começou com a chegada dos primeiros imigrantes, vindos da Pomerânia, Alemanha, a partir de 1861. Eles se estabeleceram ao longo do Rio do Testo, onde cultivavam arroz, fumo, batata, mandioca, cana-de-açúcar, milho e feijão, e se dedicavam à criação de gado leiteiro e suínos.
História germânica – As primeiras edificações eram rústicas construções de pau a pique, cobertas com folhas de palmeiras. Até a virada do século XX, Pomerode era uma colônia voltada apenas para a agricultura e pecuária de subsistência, com pequenos pontos comerciais nas áreas centrais. Empresas familiares de laticínios, frios, móveis e cerâmica deram início à fase de industrialização do município. Anos mais tarde, a indústria da porcelana se tornou uma das mais importantes para a economia local. Hoje, a cidade é considerada um forte polo têxtil, metalmecânico e de plástico.