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Para evidenciar o poder do amor

O talento da escritora pomerodense Carla Fernandes Rodrigues esteve em evidência no dia 12 de março, quando foi realizado o lançamento do seu livro, intitulado “Como não te amar?”, da editora Pandorga. O evento que lançou, oficialmente, a obra, foi realizado na Livraria Catarinense, em São José

25 de março de 2019

O talento da escritora pomerodense Carla Fernandes Rodrigues esteve em evidência no dia 12 de março, quando foi realizado o lançamento do seu livro, intitulado “Como não te amar?”, da editora Pandorga. O evento que lançou, oficialmente, a obra, foi realizado na Livraria Catarinense, em São José, e foi marcado pela presença de familiares a fãs.

Mas para chegar ao sucesso de ter uma obra publicada oficialmente, segundo Carla, o caminho foi longo e cheio de obstáculos. Ela conta que o gosto pela escrita surgiu ainda na época da escola, quando teve muitos diários e, nas últimas páginas do caderno, eram preenchidas por pequenos parágrafos, com cada ideia que surgia.

“Porém, nunca tinha levado a sério, tanto que me dediquei ao teatro desde muito jovem, mas, no meio do caminho, muita coisa vai mudando. E foi quando eu vim morar em Pomerode que esse desejo aflorou. Eu não tive como conciliar a carreira de atriz com minha nova vida, que já vinha sendo difícil, é difícil quando se tem uma família, então, eu achei uma forma de colocar para fora minhas inspirações artísticas, e têm a cidade, toda cultura, arquitetura, me inspirou. Acho que foi um dos grandes fatores para, realmente, levar a sério, ser uma escritora”, relata a autora. 

A partir daí, começou o processo de surgimento da ideia e colocação em prática. Carla começou a escrever “Como não te amar?” em 2014 e finalizou a história em 2016, incluindo as vezes em que revisou, apagou e reescreveu alguns trechos. 

A autora, fascinada por romances, revela que não houve uma inspiração específica, mas que a história foi fluindo, aos poucos. “Eu não tive inspiração, na verdade, quando eu sentei para escrever o primeiro capítulo, que virou prólogo, eu não tinha nada em mente, apenas o nome de dois personagens, Samantha e John. Apenas imaginei aonde seria e em que altura da vida ambos estariam. E, por incrível que pareça, tudo vai fluindo, ganhando vida, os personagens parecem te conduzir. Na verdade, eles que definem, eles que dão todo o percurso, você pode até dar o trajeto. Acho que foi assim que surgiu ‘Como não te amar’. E tem a coisa do amor, eu acredito muito no amor, sou romântica mesmo, acho que só esse sentimento tão puro é transformador”.  

Antes da publicação do livro por uma editora, a história já tinha seus fãs, pois foi divulgada em uma plataforma online de leitura, chamada Wattpad, onde o livro ganhou os seus primeiros fãs. 

“Foi lá que eu descobri que estava no caminho certo, enfim, eu estava acertando. A recepção dos leitores, o retorno que recebi, cada comentário deixado nos capítulos me faziam querer mais, escrever mais, levar mais emoção, despertar os sentimentos nas pessoas que liam. E até hoje, a obra mesmo não estando mais lá, disponível, ainda assim, continua tendo acesso e isso é gratificante demais, é como se seu livro, o que você escreveu, abrisse as janelas para as pessoas. Ali foi onde tudo começou, foi através das avaliações que lá deixavam, das mensagens preocupadas com o rumo daquela história, do carinho devotado a John, da quantidade de leitores adicionando a biblioteca, foi o ponto crucial de me fazer acreditar ainda mais na obra”, ressalta Carla.

A partir daí, começou o desejo de publicar a história em um meio físico. Mas logo Carla percebeu que não seria um caminho fácil, pois não é fácil publicar um livro impresso no Brasil, hoje. Até receber um voto de confiança, teve muitos “nãos”, assim como ficou sem resposta.

“Quando minha editora disse que a obra era linda e se encaixava perfeitamente no perfil dela, meu coração quase saiu pela boca, eu fiquei tão eufórica, tão feliz, que, por fim, voltei a respirar aliviada, como se agora respirar pudesse ser leve. Quando eu cheguei a casa naquele dia em que os livros haviam sido entregues, eu realmente não acreditei que era o meu romance ali, sendo sentido em minhas mãos, tocado, era de verdade que o que eu tinha escrito, tinha sido passado para o papel, embora ele já tivesse disponível em E-book. As lágrimas caíram sem que eu pudesse segurar”, revela a escritora.

Ela destaca que o momento do lançamento foi mágico, por ver as pessoas vindo para prestigiar o seu trabalho, receber abraços, parabéns e assinar a própria publicação. De acordo com a autora, a sensação foi bem acima de suas expectativas.

E a escritora já garantiu que continuará seguindo esta paixão pela escrita e tentado publicar mais obras suas. Inclusive, já tem o segundo romance disponível em E-book (A vez do amor) e outras obras em andamento.

Por fim, Carla ressalta que, mesmo com as dificuldades, ler ainda é a melhor maneira de se oferecer conhecimento. “Gostaria de colocar em evidência o quão difícil é ser um escritor no Brasil. As editoras não abrem suas portas, assim fácil, para nós, escritores nacionais e novatos. Sem contar que, no Brasil, as pessoas simplesmente não lêem muito, não vejo muitos terem esse hábito, embora saibam que um livro possa lhe trazer conhecimento. Ainda assim, os livros são, de certa maneira, um refúgio, um descanso para a alma, em determinados momentos, e por isso, eu sigo escrevendo”, reitera.

 

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