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Paixão que tem história

“Sempre fui apaixonado por fotografias”. Essa foi a primeira declaração de Valderimar Teixeira, um colecionador apaixonado por fotografias e por máquinas fotográficas.

1 de junho de 2015

“Sempre fui apaixonado por fotografias”. Essa foi a primeira declaração de Valderimar Teixeira, um colecionador apaixonado por fotografias e por máquinas fotográficas. Mas esse, é só o começo dessa história.
Aos 18 anos adquiriu a primeira máquina profissional – uma Rolleiflex fabricada em 1957 – e que guarda até hoje. Com o passar dos tempos, foi adquirindo máquinas mais atuais para uso pessoal, mas guardando as que já tinha. “Algumas máquinas já estão comigo há mais de 40 anos, mas a ideia de formar uma coleção foi lá pelos idos de 1980”, conta.
Como já possuía algumas máquinas, embora não as visse como coleção, resolveu então adquirir peças que atraíssem pela sua história para juntar às já existentes. Algumas delas foram fabricadas há mais de 80 anos, como uma “CERTO-PHOT” de fabricação alemã, do início do século XX (antes da Primeira Guerra Mundial). Ela foi considerada uma “câmera para senhoras” por ser uma máquina o suficientemente pequena para caber na bolsa de uma mulher.
Quando questionado se há alguma máquina que seja objeto de desejo, ele responde: “Muitas! Ainda não encontrei disponível uma máquina de fole em bom estado de conservação – qualquer modelo – mas a que eu gostaria, mesmo, era uma Lambe-lambe bem grande, totalmente feita em madeira, daquelas que conte uma história de muitos e muitos anos trabalhando em uma bela praça, fotografando casais enamorados passeando de mãos dadas, embora eu tenha uma delas, pequena, adquirida há 20 anos, aproximadamente”, relata.
Valderimar diz que a coleção traduz a paixão pela fotografia, mas não é um colecionador compulsivo. “Máquina, para mim, tem que ter história”, reforça.
O colecionador também conta que já fez loucuras para conseguir algum equipamento. “A primeira foi a aquisição da minha Rolleiflex. Antigamente não era qualquer pessoa que conseguia ter uma máquina de boa qualidade. A grande maioria era importada, muito cara. Meu desejo era tão grande que uma pessoa me fez uma proposta: eu trabalharia um mês inteiro em sua loja (um estúdio fotográfico) e, em troca, ganharia a tão sonhada Rolleiflex, usada. E foi assim que paguei a máquina e ainda aprendi a arte de fotografar. A segunda loucura foi viajar 1.600 quilômetros para receber de presente, uma Six 20 Bulls Eye-Brownie, fabricada em 1936”.
Se no meio de tantas, há um preferida? Valderimar diz que sim e que é uma relação sentimental pela Relleiflex, já que foi a primeira máquina da coleção.
Modesto, Teixeira diz que a coleção não é tão grande, mas todas as máquinas estão em condições de funcionamento. “Inclusive foi incluída à coleção a minha última máquina que utilizava filme de película: uma Pentax MZ50, fabricada em 2002, junto com todas as sua lentes, e a minha primeira máquina digital, uma Kodak Z700, com uns oito anos de uso”.

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