Paixão pela preservação dos costumes
Uma criança que observava, maravilhada, a beleza das danças típicas de nossa cultura e que sonhava em, um dia, fazer parte desta joia das tradições locais. Foi assim que começou a relação de Paôla Fernanda Dahlke, de 16 anos, com o Grupo Folclórico Alpino Germânico, do qual faz parte há três anos. “Desde de pequena já era encantada pelos trajes coloridos e as saias das moças fazendo três pontas e sentia que queria fazer parte daquela magia, que encanta a quem vê”, relembra Paôla.
Uma criança que observava, maravilhada, a beleza das danças típicas de nossa cultura e que sonhava em, um dia, fazer parte desta joia das tradições locais. Foi assim que começou a relação de Paôla Fernanda Dahlke, de 16 anos, com o Grupo Folclórico Alpino Germânico, do qual faz parte há três anos. “Desde de pequena já era encantada pelos trajes coloridos e as saias das moças fazendo três pontas e sentia que queria fazer parte daquela magia, que encanta a quem vê”, relembra Paôla.
Foi na Festa Pomerana de 2014 que ela decidiu que iria colocar em prática o seu sonho. Logo em fevereiro, começou os ensaios junto ao grupo. Ela revela que não foi fácil no início, que a adaptação foi um aspecto complicado, mas que depois de muito ensaio e apoio de coordenadores e colegas, conseguiu aprender todos os passos e admite que ainda é um constante aprendizado.
Além de fazer parte do Grupo Folclórico, Paôla também participa, desde pequena, de eventos e festas do Clube Esportivo e Recreativo Botafogo. A estudante conta que desde muito nova foi incentivada pelos pais, Jorge e Rosaléte, pelo irmão, Arthur, e por toda a família a preservar a cultura germânica de nossa cidade.
“Me ensinaram a amar essa cultura e preservá-la através da língua alemã, da dança e dos nossos clubes de caça e tiro. E sou muito grata a eles por transmitirem essa cultura e conhecimentos a mim”, declara.
Ao longo de todos estes anos no Clube, somados aos três anos no Alpino Germânico, Paôla acumula experiências riquíssimas. Ela admite que é difícil citar qual a melhor experiência vivida com o Grupo. “A cada novo ensaio, nova apresentação, é uma nova experiência com uma bagagem cheia de novos conhecimentos, novos lugares e novos amigos. E estes conhecimentos adquiridos em novas experiências, como outras culturas, por exemplo, são bens que jamais alguém pode tirar de mim, e estarão para sempre guardados, com carinho, em meu coração”.
Em relação aos clubes, ela não tem dúvidas e sabe apontar exatamente quais foram as experiências mais importantes ligadas a eles, até agora. “Com certeza, as experiências mais marcantes foram as duas vezes em que fui realeza mirim da Festa Pomerana. Na 27° edição fui segunda princesa, representando o Clube Vasco da Gama e na 29° edição, fui a rainha mirim, representando o Clube Botafogo”, afirma, convicta.
Paôla ressalta que se sente honrada em fazer parte de instituições que ajudam a manter vivas as tradições e que mantê-las é uma paixão para ela. Segundo a estudante, a dança tira o estresse que fica acumulado devido à pressão de vestibulares e expectativas para o futuro, substituindo-a por tranquilidade e amor.
Para Paôla, é uma alegria imensa poder divulgar nossa tradição em outros lugares de Santa Catarina, no Brasil e até em outros países, observando a admiração das pessoas pela forma como nosso povo preserva nossa cultura.
Todos os conhecimentos e oportunidades que foram oferecidos a ela serão, da mesma forma, oferecidos aos seus filhos e netos, seja o ensino do idioma alemão, o incentivo à participação nos C.C.T.’s ou a paixão pela dança. “Enquanto eu estiver viva, a cultura alemã estará no meu sangue e será retransmitida”, reitera Paôla.
A integrante do Grupo Folclórico ressalta que é de suma importância os jovens preservarem a nossa cultura, já que são o futuro da nação e da cidade. “Tudo o que nós plantamos hoje, nós e as próximas gerações, vão colher. Desde cedo precisamos preservar nossa cultura, pois, se não, vamos perder nossas raízes, e para recuperar esses conhecimentos perdidos, é muito mais difícil do que se nós, jovens, continuarmos preservando desde já a nossa tradição. E a nossa sociedade precisa de cultura, indiferente de qual seja a origem, pois uma sociedade sem cultura é uma sociedade sem alma, ela é que nos faz viver”, finaliza.