Pais preocupados com a reposição das aulas por causa da greve
Até o fechamento desta edição na quarta-feira, 29/06, nenhuma definição sobre e Greve dos Professores Estaduais havia sido divulgada pelas partes envolvidas. Neste caso, completou-se 42 dias do impasse em torno da regulamentação do Piso Nacional do Magistério e das demais reivindicações da classe. Do outro lado estão os alunos…
Até o fechamento desta edição na quarta-feira, 29/06, nenhuma definição sobre e Greve dos Professores Estaduais havia sido divulgada pelas partes envolvidas. Neste caso, completou-se 42 dias do impasse em torno da regulamentação do Piso Nacional do Magistério e das demais reivindicações da classe.
Do outro lado estão os alunos e os pais que lidam com a dúvida de como será feita a reposição das aulas perdidas em virtude da paralisação.
Tudo muito incerto, assim como o fim da Greve, fato que deixa os pais preocupados, como diz o presidente da Associação de Pais e Professores (APP) da Escola Estadual Testo Alto, Valdemir Gaulke. “Iremos ter uma reunião para saber como que será feita essa reposição, mas enquanto a greve não acabar é impossível definir algo. Muito provável que as férias de julho sejam canceladas para que os alunos possam neste período assistir as aulas que perderam”, diz Valdemir, que tem duas filhas na escola que ficam no educandário das 7h30min às 11h30min, porém em muitos horários realizando atividades alternativas para suprir a falta de professor em sala de aula.
O mesmo não acontece na Escola José Bonifácio, onde a Greve obrigou a direção organizar os horários em função dos educadores que não aderiram ao movimento. Conforme o presidente da APP, Normélio Eidt, com o número reduzido de profissionais e para evitar que o aluno vá até a escola para ter somente uma aula, foi criada uma reunião das disciplinas que têm os educadores disponíveis. “Todas as aulas foram reunidas em dois dias da semana, nos outros três eles acabam ficando em casa”, lamenta o presidente.
Mesmo com esses contratempos, os dois presidentes concordam que a remuneração oferecida aos professores não é digna da função e defendem que eles lutem pelos seus direitos, porém acham que deveria haver bom senso entre a classe e o Governo para que os alunos não sejam ainda mais prejudicados. “Será que não dá para negociar, mantendo as aulas?”, questiona Normélio.
Em Pomerode existem outras duas escolas estaduais, que desde o início da greve estão com as atividades prejudicadas, mesmo não tendo uma adesão em massa da categoria ao movimento grevista.
Discussão
Durante dois dias, terça (28) e quarta-feira (29), sem a presença do Governador Raimundo Colombo, membros do Estado e do Sindicato dos Trabalhadores na Educação em Santa Catarina (SINTE) estiveram reunidos para tentar pôr fim paralisação. O pedido da audiência entre as partes foi uma solicitação da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (ALESC), e o encontro foi realizado no Centro Administrativo com a presença do secretário-adjunto Eduardo Deschamps. O pedido dos deputados partiu após analisar as medidas provisórias (MPs) 188 e 189, que foram rejeitadas, e, solicitar ao Governo que legalize a questão por meio de um projeto de lei complementar (PLC). Na reunião, Deschamps falou dos esforços do Governo em conversar com a categoria e valorizar os professores, mas que para manter os percentuais da regência de classe em 25% e 40%, esbarra nos limites orçamentários, e que esses índices, que compõem o plano de carreira do magistério, podem ser debatidos no grupo de trabalho, proposto pelo Governo para ser feito nos próximos 180 dias. Prazo é justamente uma das reivindicações da categoria para a aplicação correta da Lei do Piso; recomposição da tabela salarial; manutenção das gratificações e a retirada das faltas provocadas pela greve.