Pai de meninas
Meninas são pequenas princesas que transformam casas em castelos, pais em príncipes e mães em rainhas. Meninas vivem em um mundo cor de rosa, onde, diferentemente dos meninos, o conto de fadas faz parte de seu crescimento. Para os pais, ter meninas é entrar em um novo mundo.
Meninas são pequenas princesas que transformam casas em castelos, pais em príncipes e mães em rainhas. Meninas vivem em um mundo cor de rosa, onde, diferentemente dos meninos, o conto de fadas faz parte de seu crescimento.
Para os pais, ter meninas é entrar em um novo mundo, onde príncipes, princesas e bonecas são tão comuns, quanto os carrinhos foram em sua infância. No entanto, mais do que um desafio, ter filhos, meninos ou meninas, é aprender diariamente sobre cuidados antes desconhecidos.
Para Ivan Falk, o desejo de ser pai sempre foi compartilhado com a família. E, indiferente de ser menino ou menina, o anseio pela paternidade sempre se fez presente. Sempre sonhei ser pai, sempre compartilhei deste sonho com família e amigos. Porém, quando a gente sonha, não assimila toda responsabilidade e funções que agrega ser pai e mãe, afirma.
E quando o sonho finalmente se tornaria uma realidade, a emoção tomou conta. Foi uma emoção muito grande. Choramos, rimos, ligamos pra família toda, amigos, enfim, foi uma mistura de sentimentos, a felicidade de realizar um sonho, completa.
A preferência por menino ou menina nunca fez parte dos pensamentos de Ivan, o importante mesmo, sob qualquer circunstância, é a saúde. Eu sempre falei tanto em filhos, queria tanto ser pai, que a única coisa que pensei foi escolher um nome. Se fosse menino seria João Victor e se fosse menina seria Nicole Nataly. O que importa é ter saúde, força e amor. As duas nasceram na mesma época, Nicole 09/08/11 e Valentina 25/07/13, inverno, então já tiveram que aprender a lidar com o frio, principalmente a Valentina que nasceu no ano em que pela primeira vez nevou em Pomerode, conta.
Com a chegada da caçula, naturalmente, algumas mudanças ocorreram. Aumentou a responsabilidade, o zelo e a quantidade de fraldas (risos). Aumentou a preocupação, as horas em claro. Pois quando uma dorme a outra acorda, quando uma chora acorda a outra. Estamos aprendendo ainda, não esperávamos que a Nicole fosse ganhar uma irmãzinha tão cedo. Cuidamos muito para não deixar a Nicole com ciúmes e dar atenção igual para as duas.
Quando a segunda gravidez foi descoberta, o assunto principal era a filha mais velha a sua recepção à caçula. No começo ficávamos imaginando como seria e o assunto sempre era: a Nicole vai ser ciumenta. Ela não queria muito papo de maninha, desconversava, fazia de conta que não era com ela. Mas depois que a Valentina nasceu a Nicole mudou, é amorosa com a maninha (maneira como ela se refere à irmã). Se a Valentina chora a Nicole avisa: A maninha tá chorando mamãe, ela pede para ver, abraçar e beijar. Recebeu sua irmã com muito amor e carinho, conta.
Nicole foi por muito tempo programada pelos pais. Já Valentina, era desejada, mas não tão rapidamente. A Nicole foi programada, sabíamos que em algum momento iria dar tudo certo e Deus permitiria que fôssemos pais. Como diz o ditado, o primeiro é planejado, o segundo desejado e o terceiro escorregado! Então planejamos a Nicole, desejamos a Valentina, daí pra frente não sei. O que não esperávamos é que depois de tanto esforço pra ter a Nicole, a Valentina chegasse tão rápido. Foi no dia 30/12/2012, enquanto tomávamos café no domingo de manhã juntos como sempre e a Eliandra teve um enjoo. Então minha sogra comentou: aí tem gato escondido. Não demos atenção, pensamos que seria apenas um mal estar, pois é, não foi. A Eliandra ficou pensando sobre o que minha sogra havia falado e foi fazer um teste de farmácia e não demorou pra descer as escadas chorando dizendo que estava grávida. Vivemos toda aquela emoção novamente, não sabia nem o que falar, fiquei muito emocionado. Dia 31/12, a Eliandra fez o exame de sangue e confirmou, estava grávida e logo na primeira consulta ao médico descobriu que já havia dois meses e meio, explica Ivan.
O susto, no entanto, foi amenizado pela pouca diferença de idade entre as meninas e a certeza de que serão grandes amigas. Nada foi premeditado a não ser o desejo de ter o primeiro filho. Daí pra frente tudo aconteceu naturalmente como Deus permitiu. Fomos agraciados por sermos pais. Tenho certeza que essa diferença de idade irá fazer com que se tornem mais amigas, companheiras e uma entenderá melhor a outra. Vão brincar das mesmas brincadeiras, terão que compartilhar dos mesmos brinquedos, terão o mesmo amor e educação, entenderão melhor que precisam dividir suas coisas e brinquedos. O que não serve para uma poderá servir para outra. Vão para escolinha juntas, enfim, só tornará as duas mais próximas e amigas, reitera.
Os aprendizados, depois de se tornar pai, só aumentam e, com isso, tornar-se um ser humano melhor também faz parte desta rotina. Com minhas menina aprendo a ser filho também. Diz o ditado que aprendemos a ser filhos quando somos pais e aprendemos ser pais quando somos avós. Até agora fez sentido para mim. Procuro no dia a dia ser um filho melhor. Sei que, às vezes, em função do trabalho e estudos, fico ausente, mas procuro melhorar sempre, não deixando faltar amor, carinho e atenção aos meus pais. Aprendi a ser criança, arrumar a Nicole para ir a escolinha, ajudar nas tarefas diárias, dar banho, trocar fralda, imitar 50 bichos para distraí-la e não vê-la chorar pra sair do banho, trocar de roupa, fazer chuquinhas, trancinhas. Aprendi o que é dito amor incondicional. Aprendi que deixamos de pensar em para vivermos em função dos filhos. Tudo é bom quando é bom para os filhos, quando eles estão bem, afirma.
E quando o assunto é rotina familiar, o pai também muda sua vida e cumpre o papel. As tarefas nós dividimos, mas tem coisas que a Nicole não abre mão, por exemplo: pela manhã ela acorda e a primeira coisa que ela pede é: a Puli no capricho papai, é um sarro. Levo ela pra escolinha, às vezes, a mamãe leva, revezamos. Como trabalho durante o dia e estudo a noite, as vezes vou ao meio dia pra casa para dar um beijinho nelas e brincar um pouco, pois durante a semana o tempo fica mais curto. Vou de carro pra aula só para poder chegar mais cedo e pegá-las ainda acordadas e participar mais. Finais de semana eu divido elas com a mamãe, os avós corujas, e os padrinhos. Todos sem exceção nos ajudam muito na criação das baixinhas. Brincamos, corremos com os cachorros, jogamos o colchão na brita e ficamos no Sol, andamos de bicicleta, vamos passear, enfim, finais de semana somos delas. Nossa família aproximou muito depois dos filhos, é outra vida, tudo mudou. Todos passam a se visitar mais, querer saber um do outro. A Valentina ainda não completou um mês e pela experiência que tive da primeira filha, alguns meses ela é totalmente dependente da mãe. Ainda está naquela fase que mama, dorme, tem cólicas, dorme de novo. Enquanto isso a Nicole está com dois anos e quer brincar, brincar e brincar. É apaixonada por cavalos, bicicleta, massinha de modelar e livros. Adora historinhas e vídeos infantis. Sem contar a escolinha e as profes, conta Ivan.
Ser pai, certamente, é um dos mais preciosos presentes que a vida pode dar. Ser pai é maravilhoso. É uma benção. Sabemos das responsabilidades, que as vezes o não e o por que são muito importantes. Sabemos que sempre ficamos na dúvida entre o sim e o não. Às vezes precisamos ser mais firmes em nossas decisões, apertar as rédeas, mesmo que isso doa mais em nós do que neles, mas tudo faz parte da educação.
Certamente ser pai foi o evento que marcou minha vida para sempre, o mais importante, a realização de um sonho. E não posso deixar de dizer parabéns aos pais, que mereceram não só no domingo passado, mas todos os dias. Pois somos o Porto Seguro de nossos filhos. Quero dizer parabéns àquelas mães que criam seus filhos sozinhas, que são pai e mãe e merecem também serem lembradas por criarem tão bem seus filhos, por fazerem tudo sozinhas, seja na alegria ou na hora da doença quando precisam muitas vezes se virar sozinhas nas noites frias, madrugadas e enfrentar hospitais cheios. Só posso agradecer aos meus pais por tudo que fizeram por mim, pela educação e pelo amor. Hoje vivencio o que meus pais passaram para cuidar de mim desde quando nasci. E preciso, também, agradecer meus pais, meus sogros e padrinhos por serem tão presentes na criação de minhas filhas, finaliza.