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Os reflexos do voleibol pomerodense

Depois de mais uma temporada da Superliga, e outras participações em competições, os números que giram em torno do voleibol pomerodense são surpreendentes. Mas os benefícios não se resumem apenas em quantidade, mas também em outros reflexos para os envolvidos direta e indiretamente e sociedade em geral. Entre eles, alguns…

29 de abril de 2010

Depois de mais uma temporada da Superliga, e outras participações em competições, os números que giram em torno do voleibol pomerodense são surpreendentes. Mas os benefícios não se resumem apenas em quantidade, mas também em outros reflexos para os envolvidos direta e indiretamente e sociedade em geral. Entre eles, alguns que podem ser citados são fomentação do comércio e economia local, divulgação em mídia, esporte como inclusão social, sendo o espelho para as categorias de base.

Em meio a esse contexto de conquistas muito além dos pontos marcados em quadra, o Diretor da empresa Cativa Têxtil, patrocinadora do projeto de voleibol, Márcio Kreutzfeld (foto), avalia o desempenho e andamento da trajetória da modalidade. “No início, em 2008, recebemos o pedido de apoiar a modalidade regionalmente e logo vieram as vitórias da equipe, a princípio, não esperadas. O destaque foi a Liga Nacional de Voleibol, quando as meninas voltaram de Fortaleza (CE) com o vice-campeonato. Foi uma surpresa. Tínhamos 15 dias para a Superliga. O poder público se sensibilizou juntamente com o poder privado e fomos à disputa, mesmo com um projeto inicial pequeno, falando também em termos de estrutura. Mas deixamos uma boa impressão, principalmente com o respeito e calorosa recepção pomerodense”, recorda.

Ao deixar a marca na primeira temporada da Superliga, surgiram as dificuldades para a continuidade. “O mais fácil é entrar, mas o difícil é se manter. Foi quando surgiu a parceria com Brusque. As Fundações de Esportes de Pomerode e Brusque se engajaram para unir forças. O resultado está aí. O desempenho da equipe foi bastante positivo, com muitos benefícios. Alcançamos o objetivo de ficar entre os oito melhores times da Superliga, que é um duelo de gigantes; houve uma grande divulgação em mídia, na televisiva nem tínhamos expectativas tão grandes, as marcas foram mostradas nos quatro cantos do país; e em muitas outras competições a equipe brigou pelo título”, avalia Márcio.

Os benefícios que o voleibol trouxe não param por aí. “A média de público também ficou muito boa. Além disso, tivemos gratas revelações no time. Os destaques foram tanto individuais como coletivos. Outro ponto positivo foi a fomentação do comércio local, como também da rede hoteleira. Todas essas questões não há como medir apenas em números. Tenho certeza que a equipe foi reconhecida e a região está sendo lembrada devido ao voleibol, como também as marcas Cativa, Oppnus, Pomerode e Brusque”, elenca Márcio.

Márcio também comenta sobre as dificuldades e obstáculos que fazem parte do projeto, mas enaltece que as raízes estão cada vez mais fortalecidas. “Por onde passamos as pessoas perguntam como uma cidade de 27 mil habitantes consegue fazer voleibol desse nível. Trouxemos várias personalidades para a região. O empenho dos envolvidos no projeto é um dos pontos que traz esse sucesso. A garra das Fundações de Pomerode e Brusque, a coragem em participar e os parceiros fortes, tanto públicos como privados, estão entre os motivos do alcance dos pontos positivos. Ninguém mediu esforços. Inicialmente, foi algo meio atropelado e a modalidade era vista com desconfiança. Mas o voleibol plantou a primeira semente e o projeto está se consolidando”, diz.

“A perspectiva para a próxima temporada é boa. Se esse empenho e garra continuarem, o time só tende a ficar ainda melhor e a estrutura também. A vontade de continuar é muito grande. Não queremos fugir das responsabilidades do projeto. Trabalhamos com os pés no chão, com as condições necessárias para poder fazer acontecer. Acredito bastante no marketing esportivo, pode haver um crescimento relacionado a esta questão”, prospecta Márcio.

Em relação ao apoio da empresa ao projeto e da divulgação da marca Cativa, Márcio elenca a preocupação e o lema ligado diretamente a pessoas. “Zelamos para dar as melhores condições possíveis aos nossos colaboradores. Temos orgulho de fazer parte da família Cativa, que envolve 1700 funcionários diretos e se considerarmos os indiretos, podemos triplicar o número. São pessoas que têm a sustentação por meio do trabalho na empresa. A divulgação da marca é uma forma de crescimento, com bastante seriedade. A preocupação ambiental, inclusão social, entre outras, é uma forma de retribuir ao município no qual estamos. A Cativa se orgulha de ser brasileira, de ser pomerodense, sermos filhos dessa terra”, finaliza.
 

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