Os mais novos habitantes do Zoo Pomerode
Casal de Sagui-imperador, vindo da Europa, está de casa nova no Zoo Pomerode
O Zoo Pomerode recebeu na última semana, mais dois novos moradores, que farão parte da população do local. Trata-se de um casal de Sagui-imperador, vindo de zoológicos da Alemanha e Dinamarca. A espécie está ameaçada de extinção e esses saguis que chegaram até o Zoo, fazem parte de um programa de preservação, o EEP, Programa Europeu de Espécies Ameaçadas.
E, como o Zoo Pomerode alia educação ambiental e preservação, os animais irão servir de população backup, ou seja, após a reprodução, alguns serão devolvidos para seu habitat natural, fazendo com que essas espécies sejam menos ameaçadas de extinção. O Sagui-imperador tem sua população predominante na América do Sul, principalmente na Amazônia, local onde há o maior registro da espécie. Por serem de uma área de clima tropical e mais quente, a “casinha” onde os animais ficam, possui aquecimento para o bem-estar dos Saguis.
Segundo a bióloga e educadora ambiental, Tays Daiane Izidoro, a intenção ao trazer esses animais até o Zoo Pomerode é de preservar, ainda mais, a espécie.
“Nós fazemos esse trabalho de preservação das espécies, participando de vários programas de manutenção desses animais, para que não ocorra a extinção dos mesmos e, também, o desequilíbrio ambiental. Por isso, há um corredor especialmente para essas espécies ameaçadas como os Micos e o próprio Sagui-imperador”, comenta a bióloga.
E 2018 está sendo um ano fértil no Zoo Pomerode. Mais de 25 animais nasceram ou foram transferidos para o zoológico até a metade deste ano. Outras novidades também foram apresentadas ao público, como os animais mecatrônicos, que estão fazendo muito sucesso com os visitantes.
O EEP
O Programa Europeu de Espécies Ameaçadas, assim como outros programas de reprodução, visam conservar populações saudáveis de animais em cativeiro, salvaguardando a saúde genética dos animais sob cuidados. Esses programas agem para proporcionar um futuro para algumas das espécies mais vulneráveis do mundo, especialmente onde a educação e o trabalho de conservação in situ são capazes de estabilizar os habitat’s naturais e mudar comportamentos destrutivos.
O EEP é o tipo mais intensivo de gestão populacional para uma espécie mantida em zoológicos. Cada EEP tem um coordenador, alguém com um interesse especial e conhecimento das espécies envolvidas. Ele ou ela é assistido por um Comitê de Espécies. O coordenador tem muitas tarefas para cumprir, como coletar informações sobre o status de todos os animais da espécie pelos quais ele ou ela é responsável.
Sobre a espécie
O Sagui-imperador possui o dorso acinzentado, cauda laranja e boca rodeada por logos pelos brancos que são uma espécie de bigode (por isso, também é conhecido como bigodeiro) e não costuma andar sozinho. No geral, ele se junta com outros de sua natureza, cujo bando pode variar de dois a 15 saguis.
O primata possui garras para auxiliar na alimentação e seu cardápio é bem variado. Ele come pererecas, lagartixas, pássaros ninhegos, ovos, caracóis, insetos, até o mel, frutas, flores, pecíolos, folhas, néctar, exsudatos, cascas de árvores e fungos.
O tempo de gestação é de 140 a 145 dias e, após o nascimento, o pai carrega os filhotes nas costas. Ele é monogâmico, está ameaçado de extinção e pode ser visto no Acre e Amazonas, entre os rios Acre, Abunã, Madeira e Purus. A expectativa de vida é de 20 anos e o Sagui pesa, em média, 450g.