O som da alegria
Bandas locais e regionais animaram os pavilhões da 33ª Festa Pomerana com muita alegria e boa música
É claro que em uma boa festa alemã não pode faltar as tradicionais músicas de bandas e bandinhas. Na 33ª Festa Pomerana não foi diferente. Pelos três palcos do evento passaram bandas de grande renome. Todas eles levando, através da música, a alegria e o som da nossa tradição.
Uma das bandas que merece destaque é a Banda Verde Vale, fundada em 1977. A banda participou desde a primeira edição da festa, porém, em 2006 acabou encerrando seus trabalhos e neste ano, dez anos depois, com uma nova formação, voltou com força total à Festa mais alemã do Brasil. No último sábado falamos com um dos fundadores da banda, Ademir Starke, que está atuando até hoje. Ele explicou a emoção de poder voltar aos palcos da festa. “É um desejo que nós tínhamos de voltar a tocar na Pomerana, e estar aqui de novo é uma coisa sem explicação, é uma emoção enorme. Tivemos uma grande carreira como banda e poder retornar a esse palco depois de tantos anos é mais que um sonho realizado”, exalta.
Outra banda que passou pelo palco principal da festa foi a tradicional Banda Cavalinho, que agitou o público do início ao fim de suas apresentações. A banda foi criada há quase quatro décadas e encanta com os acordes de guitarra e uma aproximação maior ao rock, levando multidões a cada show, sejam eles durante a maior festa da cerveja da América Latina, a Oktoberfest de Blumenau, ou eventos como a Festa Pomerana.
No palco, nove experientes músicos e duas bailarinas. Em duas horas de show teve espaço para coreografias agitadas que embalaram pessoas das mais diferentes idades, repertório variado (do germânico ao pop mundial), efeito de luzes e interação total com a plateia.
O novo vocalista, Thomas Riolle, faz duo com o vocalista Alois Hoffmann, alemão de nascença e brasileiro por opção, que leva no sotaque carregado um pouco do que é o Sul do Brasil: uma pequena Europa brasileira. Cultura que se une, e não se choca, à diversidade de hábitos e tradições de um país tão grande quanto o Brasil. Desta forma nasceu o estilo reverenciado por onde passam: “Chucrute Music”.
E o último sábado de festa foi fechado com eles que são referência em festas alemãs e levam alegria por onde passam, a Banda Vox 3, também da cidade de Blumenau e que agitou o pavilhão principal da festa. Segundo o vocalista Rogério França a banda nasceu depois de uma música feita para o desfile da Oktoberfest, em 1996 e hoje embala todas as festas alemãs do Brasil. “O Hino da Centopéia é uma composição de 1996. Fizemos para o desfile da Oktoberfest e aí onde a bicicleta parava o pessoal perguntava: Onde encontramos o CD com essa música? Isso nos estimulou a seguir e montar a banda e escrever outras músicas. Começamos então a fazer as paródias alemãs. Somos os percursores e criadores do estilo chucrute”, conta.
Dezenas de bandas passaram pelos palcos da festa, deixando, cada uma, a sua marca e o seu amor pela música alemã. Essas foram só algumas delas, ano que vem tem muito mais na 34ª edição da Festa Pomerana.