O ponto sem ônibus
A jovem de 16 anos, Maira, têm grandes dificuldades para conseguir se locomover até a escola em que estuda. Ela é cadeirante e reside na Rua Rega II, na parte em que a rua é de terra e o transporte da cadeira de rodas é praticamente impossível sem o auxílio de um veículo automotor.
A jovem de 16 anos, Maira, têm grandes dificuldades para conseguir se locomover até a escola em que estuda. Ela é cadeirante e reside na Rua Rega II, na parte em que a rua é de terra e o transporte da cadeira de rodas é praticamente impossível sem o auxílio de um veículo automotor. A família possui um carro, mas às vezes não é possível utilizá-lo devido a problemas de manutenção, então a adolescente acaba perdendo dias de aulas, que compromete o seu desempenho durante o ano letivo. A solução ideal seria um ônibus adaptado para pessoas com deficiência física, mas o transporte coletivo não chega naquele trecho.
Na tentativa de encontrar uma solução para o impasse, há um ano, após inúmeros pedidos ao poder público, Vera, a mãe de Maira, junto com o diretor da Escola Prudente de Morais, Márcio Porath, conseguiram instalar um ponto de ônibus ao lado da casa da família. O grande problema é que o ponto não está tendo utilidade. A família se queixa que não passam ônibus ali, ainda que exista um ponto destinado a isso.
Já fizemos de tudo. Entramos em contato com a prefeitura, com os vereadores. Fico com as mãos atadas. O conselho tutelar exige que minha filha frequente a escola regularmente, mas em que condições? Não é sempre que posso levar ela de carro para a escola. Temos que descer um trecho a pé e é muito difícil, principalmente nos dias de chuva. Faz um ano que o ponto foi construído e até agora ele serve apenas como um ponto de encontro para usuários de drogas, revolta-se Vera.
Questionado sobre o assunto, o diretor da Volkmann, Frank Volkmann, empresa responsável pelo transporte público na região, explicou que este é um caso que já vem sendo discutido há um bom tempo. Segundo o executivo, por tratar-se de um trecho da rua que possui grande inclinação e por não haver asfalto, não é possível que o ônibus adaptado para cadeirantes faça seu embarque e desembarque com o seu elevador, pois não há um suporte adequado para isso. A solução dada pela Volkmann seria a mãe transportar a filha até um outro ponto, que fica a alguns metros da casa da família, no qual os ônibus passam regularmente no horário em que Maira vai para a escola. Vera, contudo, argumenta que é difícil transportar a cadeira naquele percurso nos dias normais e que a situação tende a piorar nos dias de chuva.
O ponto de ônibus referido pela Sra. Vera, bem como o viradouro, são utilizados para o embarque dos estudantes do Almirante Barroso, na linha circular, mas infelizmente o local não oferece segurança para o uso do elevador do ônibus que precisa estar totalmente estabilizado na calçada para o embarque seguro do cadeirante, devido as condições da estrada que não é asfaltada e não possui calçada, além de ser inclina por ser um morro. O fato não é somente ter ponto de ônibus ou não. A Volkmann esteve ano passado empenhada em resolver esta situação, entrando em contato diversas vezes com a Vera e informando que há um ônibus adaptado que passa diariamente próximo a sua residência, cerca de 700 metros, em um ponto de ônibus seguro e próprio para o embarque em horários propícios para que a estudante chegue até a escola, porém a mãe informou ser inviável levar a filha até no ponto, nos informando que faria ela mesma o transporte da filha até na escola e não entrou mais em contato conosco nenhuma vez este ano. Além disso, cabe ressaltar que o ponto de ônibus para o desembarque não é em frente à escola e fica a preocupação quanto à segurança da estudante para atravessar as ruas e chegar até o destino. Nosso interesse é atender bem a todos os nossos clientes, sempre que possível, por isso ressaltamos mais uma vez que estamos abertos a retomar o assunto e verificar a melhor possibilidade para bem atender a Sra. Vera e sua filha, bem como qualquer outro passageiro da empresa, justifica o diretor.
Ao questionar a Seosp sobre o assunto, o secretário Giovani Siewert, informou o desconhecimento sobre a falta de ônibus no local.