O patriotismo na forma de símbolos
O mês de setembro é muito especial para os brasileiros, com as comemorações da Semana da Pátria, em alusão à independência do nosso País. Neste período, as manifestações de civismo ficam mais afloradas, quando a população faz uma reflexão sobre os problemas que ainda assolam a nação, bem como, renovando a esperança de um Brasil melhor.
O mês de setembro é muito especial para os brasileiros, com as comemorações da Semana da Pátria, em alusão à independência do nosso País. Neste período, as manifestações de civismo ficam mais afloradas, quando a população faz uma reflexão sobre os problemas que ainda assolam a nação, bem como, renovando a esperança de um Brasil melhor.
Ainda neste contexto de patriotismo, no dia 18 de setembro, foi comemorado o Dia dos Símbolos Nacionais, que foram definidos por meio da Lei 5.700, de 1º de setembro de 1971.
Além de estabelecer quais são, esta lei também fez determinações sobre como devem ser usados, padrões e formatos e significados. Estes símbolos são de extrema importância para o Brasil, pois o representam dentro e fora do território nacional. Logo, devem ser respeitados por todos os cidadãos brasileiros, numa verdadeira demonstração de patriotismo e amor ao país. Os Símbolos Nacionais são usados em cerimônias, documentos oficiais, eventos e localidades oficiais.
BANDEIRA NACIONAL – Após a proclamação da República, em 1889, uma nova bandeira foi criada para representar as conquistas e o momento histórico para o país. Projetada por Raimundo Teixeira Mendes e Miguel Lemos, com desenho de Décio Vilares, foi inspirada na Bandeira do Império, desenhada pelo pintor francês Jean Baptiste Debret.
Aprovada pelo Decreto nº 4, de novembro daquele ano, manteve a tradição das antigas cores nacionais – verde e amarelo – do seguinte modo: um losango amarelo em campo verde, tendo no meio a esfera celeste azul, atravessada por uma zona branca, em sentido oblíquo e descendente da esquerda para a direita, com os dizeres Ordem e Progresso. As cores representam, na ordem, nossas matas (verde), nossa riqueza (amarelo) e nosso céu (azul).
As estrelas, que fazem parte da esfera, representam a constelação Cruzeiro do Sul. Cada uma corresponde a um Estado brasileiro e, de acordo com a Lei nº 8.421, de 11 de maio de 1992, deve ser atualizada no caso de criação ou extinção de algum Estado. A única estrela acima ga inscrição Ordem e Progresso é chamada Spica e representa o Estado do Pará.
SELO NACIONAL – Baseado na esfera da Bandeira Nacional, nele há um círculo com os dizeres República Federativa do Brasil. Foi criado por meio do Decreto nº 4, de 19 de novembro de 1889 e é usado para autenticar os atos de governo, os diplomas e certificados expedidos por escolas oficiais ou reconhecidas.
ARMAS NACIONAIS – O Brasão de Armas do Brasil foi desenhado pelo engenheiro Artur Zauer, por encomenda do então Presidente, Marechal Deodoro da Fonseca.
Trata-se de um escudo azul-celeste, apoiado sobre uma estrela verde e amarela de cinco pontas, com uma espada em riste e Cruzeiro do Sul ao centro. Ao seu redor, está uma coroa formada de um ramo de café frutificado e outro de fumo florido sobre um resplendor de ouro. Uma faixa sobre a parte do punho da espada apresenta a inscrição República Federativa do Brasil. Numa outra faixa, abaixo, apresenta-se 15 de novembro (direita) e de 1889 (esquerda).
O uso do brasão é obrigatório pelos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário e pelas Forças Armadas. Também estão presentes em todos os prédios públicos.
HINOS NACIONAIS – Entre os mais conhecidos, está o Hino Nacional Brasileiro, que, em 1890, por meio do Decreto nº 171, teve a composição musical do maestro Francisco Manoel da Silva conservada.
Durante um período aproximado de 32 anos, a população cantou o hino com letras diferentes e inadequadas, nem sempre ajustadas à beleza e a dignidade da música. Somente às vésperas do primeiro centenário da Independência, em 6 de setembro de 1922, o Decreto nº 15.671 oficializou a letra definitiva do Hino Nacional Brasileiro, escrita por Joaquim Osório Duque Estrada, em 1909. A canção deve ser executada, em solenidades e eventos oficiais do governo, eventos esportivos e culturais e nas escolas, junto com o hasteamento da Bandeira Nacional.
Existem também outros hinos, que representam símbolos importantes para o país, como o Hino da Independência, composto por D. Pedro I; o Hino da Bandeira, escrito pelo poeta Olavo Bilac e apresentado pela primeira vez em 1906; e ainda a Canção do Expedicionário, cantada pelos pracinhas que lutaram a 2ª Guerra Mundial na Europa.