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O pastor americano e o Alcorão

 Até o início desta semana, pouca gente já havia ouvido falar de Terry Jones, o pastor evangélico de uma minúscula congregação na Flórida que teve a ideia de queimar exemplares do Alcorão no aniversário dos ataques de 11 de setembro, neste sábado. Até então, o plano de Jones de promover…

14 de setembro de 2010

 Até o início desta semana, pouca gente já havia ouvido falar de Terry Jones, o pastor evangélico de uma minúscula congregação na Flórida que teve a ideia de queimar exemplares do Alcorão no aniversário dos ataques de 11 de setembro, neste sábado.

Até então, o plano de Jones de promover um “Dia Internacional de Queima ao Alcorão”, anunciado ainda em julho, era conhecido por poucas pessoas, entre elas seus cerca de 50 fiéis na cidade de Gainesville.

Mas no início desta semana, o general David Petraeus, principal comandante militar americano no Afeganistão, deu o alerta de que, caso a queima dos livros sagrados dos muçulmanos fosse adiante, poderia colocar em risco as tropas americanas.

A partir de então, o que se viu foi uma série de reações indignadas dentro e fora dos Estados Unidos, e o pastor virou uma celebridade instantânea.

A revista Time publicou nesta sexta-feira uma lista com os 10 principais atos de provocação gratuita e, claro, o plano do pastor Jones encabeça a lista.

Até o momento em que escrevo, o pastor havia cancelado seu plano, mas ainda não estava claro se ele poderia voltar atrás.

O presidente Barack Obama negou alegações de que a reação das autoridades tenha acabado gerando mais publicidade para as ideias do pastor e disse que, “na era da internet”, o episódio precisa ser levado “muito a sério”, porque poderia causar danos “em todo o mundo”.

A imprensa americana em geral tem tomado alguns cuidados na cobertura do episódio, mas afirma que não pode deixar de noticiar o fato.

Mas muitos criticam a atenção dada ao pastor e afirmam que, no momento, ele tem em volta de si mais câmeras e jornalistas do que fiéis.

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