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O amor é um só

Dizem que animais não distinguem raça quando o assunto é sobrevivência. No entanto, quando o assunto é amor o que menos importa é a questão espécie.

1 de junho de 2015

Dizem que animais não distinguem raça quando o assunto é sobrevivência. No entanto, quando o assunto é amor o que menos importa é a questão espécie. Prova disso é a história da pequena cadela Pipoca com seus três filhotes adotivos. Até aí a história pode ser comum, mas o inusitado fica por conta dos três filhotes serem gatos.O fato começa há pouco mais de dez semanas quando a mãe dos filhotes, Missy, deu cria a cinco gatinhos. Missy chegou à família através de conhecidos e esta já era a sua segunda ninhada.
E quando tudo parecia bem, Missy foi encontrada morta pela família Moysescyk. A causa da morte: envenenamento. Agora, com apenas três filhotes, pois dois já não haviam sobrevivido, a família se viu comprando leite na veterinária e alimentando os animais através de seringas e colher, mas nada parecia ser o suficiente.
Quando a esperança de que os animais iriam sobreviver estava quase acabando, a filha caçula da família, Julia, de 11 anos, estava brincando com os filhotes e a cadela Pipoca. E nessa brincadeira, os filhotes começaram a mamar em Pipoca. Foi uma surpresa e tanto, pois Pipoca nunca havia dado cria e nem está prenha. A produção de leite ainda é inexplicável pra gente. Essa história já existe, mas nunca foi tão próximo da gente, comenta Heloisa Moysescyk, de 17 anos.
A produção de leite, apesar de surpreendente, salvou a vida dos três gatinhos. No entanto, esse carinho pelos gatos já havia sido demonstrada há tempos. Essa é a segunda ninhada de Missy e na primeira já pudemos observar a atenção e o carinho que Pipoca possui pelos gatos. Era mágico para ela. Aí então ela carregava, brincava e observava o tempo todo, afirma Heloísa.
Quando a mãe dos gatos se foi, Pipoca assumiu esse cargo e mudou completamente de comportamento. Ela é mais protetora, desconfiada e late para tudo, desde então, completa.
Pipoca chegou à família através da filha mais velha, Helena. A minha irmã também possui animais em casa e quando foi comprar ração para eles viu Pipoca em frente a agropecuária. Na época ela estava desnutrida, mas sempre se mostrou companheira e curiosa, conta Heloísa.
E o companheirismo se mostrou mais uma vez presente com a resposta de Pipoca, a morte de Missy. Os filhotes ainda hoje mamam, mas apenas dois ainda encontram-se na residência, pois um já foi adotado.
Apesar do final feliz que a história teve, o seu ápice deu por conta do envenenamento da mãe, quando os filhotes tinham apenas duas semanas. E esse caso não é o primeiro que acontece na região. Eu fico muito triste com essa situação. Os animais, para nós, são inocentes e fazem parte da família. Não consigo entender porque matá-los, enaltece Heloisa.
A família já abrigou diversos gatos em sua residência, todos provenientes de abandonos na rua. A bonita ação só é quebrada quando, após recuperados, os animais são envenenados por quem deles não gosta.

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