Novas versões do esfaqueamento da Rua dos Atiradores
No dia 23/11 (sexta-feira), a Polícia Militar atendeu uma ocorrência de vias de fato na Rua dos Atiradores, envolvendo dois masculinos.
No dia 23/11 (sexta-feira), a Polícia Militar atendeu uma ocorrência de vias de fato na Rua dos Atiradores, envolvendo dois masculinos. As informações veiculadas na matéria publicada na edição anterior, retiradas do site da Polícia Militar conforme boletim de ocorrência, foram contestadas por um dos envolvidos.
Segundo o lavador, o que teria acontecido, conforme boletim de ocorrência da Polícia Civil, é que em outubro, após ficar muitos dias sem trabalhar em função das chuvas e do furto de uma maquinário usado na lavação, ele não teve renda. A energia usada na lavação é registrada no relógio medidor utilizado também na borracharia, a qual é explorada pelo outro elemento envolvido na briga que resultou no esfaqueamento.
As diferenças iniciaram quando em novembro, o borracheiro solicitou que o lavador pagasse a quantia de R$ 130, referente à energia dos meses de outubro e novembro. O lavador explicou que naquele momento não tinha o dinheiro e que assim que conseguisse juntar o montante pagaria a conta. O borracheiro não aceitou. O lavador entrou em contato com sua ex-patroa que informou que o borracheiro devia a ela uma certa quantia e que o lavador poderia solicitar que ele descontasse os R$ 130.
No dia 23/11, pela manhã, chegou um automóvel na lavação e quando o lavador estava trabalhando notou que o compressor desligou, ficando sem água no lava-jato. Quando o lavador foi verificar o que havia acontecido, teve conhecimento que o borracheiro havia desligado a energia elétrica. O lavador solicitou que ela fosse religada e o borracheiro não atendeu ao pedido. Logo após o lavador informou que entraria na borracharia e ligaria a energia, o que não chegou a ocorrer até por ter sido em seguida atingido com golpes de faca, tendo um deles decepado um de seus dedos da mão esquerda.
O lavador afirma que não tinha nenhuma desavença anterior com o borracheiro, que não reagiu aos golpes e que não entendeu o motivo do autor das facadas ter agido desta forma.