No reino encantado do faz-de-conta
C.E.I.M. Prof. Nora Dallmann
C.E.I.M. Prof. Nora Dallmann
Pode existir prazer maior para os pequenos do que ouvir belas histórias? Quando contadas com carinho, as narrativas têm o poder de transportá-los ao mundo da fantasia de paisagens coloridas com outras crianças fofas, bichos amigos e heróis bacanas. O melhor de tudo é que a viagem está bem ao alcance das mãos.
As lendas infantis ajudam a formar o imaginário, estimular a linguagem, o raciocínio e a capacidade de observação até mesmo nos bebês. “Contar uma história ajuda a ampliar a visão de mundo da criança, que usa a imaginação para fazer a relação com a realidade em que vive”.
A dramatização com fantasias e acessórios faz parte da rotina da Turma II e na última peça teatral que encenamos: Branca de Neve e os 07 anões, nos divertimos muito. As crianças decidiram entre si o personagem que cada um iria fazer. Ficou decidido que a Helena faria a Branca de Neve, a Emmily faria a Madrasta, a Professora Karina faria a Bruxa, o Felipe faria o Príncipe e também o Caçador.
O Alysson e o Gabriel fariam os Anões. O figurino estava pronto e todos com o texto na porta da língua.
Emmily, a Madrasta, pegou o espelho e fez a mais conhecida pergunta: – Espelho, Espelho meu, existe alguém mais bela do que eu? Entrou em cena então o Caçador e a Branca de Neve. Num cenário entre mesa e cadeiras, imaginamos a casinha dos Anões Alysson e Gabriel, que alegremente entraram em cena com seu gorro colorido, cantando com a professora: – Eu vou, eu vou, para casa agora eu vou… Helena, a Branca de Neve, se ajeitou sobre quatro cadeirinhas e fez de conta que estava dormindo. Em seguida, apareceu a Bruxa, personagem da professora Karina e ofereceu uma maçã bem gostosa (que as merendeiras Mônica e Nair providenciaram para fazer parte do teatro). Helena, ao ver a mais conhecida MAÇÃ ENVENENADA, se negou a pegar a maçã. Eu, professora Karina, insisti para que ela pegasse e mordesse um pedaço, pois fazia parte da encenação. Helena disse que não queria, que não estava com fome e que iria comer maçã em casa, com a mãe dela. Controlando bastante o riso (pois a cena foi muito engraçada…) disse para Helena que a maçã não estava envenenada, que era de brincadeirinha e que a maçã era da creche. Mas, mesmo assim, ela disse que não estava com fome. Então, pegamos um brinquedo arredondado de plástico e fizemos de conta que era uma maçã. A peça continuou… Branca de Neve mordeu a maçã de plástico e caiu desmaiada no chão. Emmily, nesse momento, lembrou que não tínhamos providenciado um caixão de vidro. Ai…ai…ai… Como fazer então? Deitamos a Branca de Neve sobre a mesa e esperamos o príncipe chegar com seu cavalo, que a essa altura era um cabo de vassoura. Assim que o Príncipe Felipe beijou a Branca de Neve, ela se acordou. Os dois se casaram e viveram felizes para sempre… No final da peça, rimos gostosamente e comemos a maçã que NÃO estava envenenada. Exceto Helena!
Amo vocês crianças!
Um beijo no coração…
Professora Karina Vanessa Schmitt