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Nem só de empréstimos vive a biblioteca

Grandes best sellers integram as prateleiras da biblioteca de Pomerode, mas além disso, o espaço oferece opções como
sinal de wifi gratuito, caixa “troca-troca, leitura de periódicos e eventos literários

15 de janeiro de 2015

Estagiária na Biblioteca Municipal de Pomerode desde setembro de 2014, a estudante e atleta, Márcia Henkels, de 16 anos conta que, embora muitos frequentadores tirem os livros da ordem nas estantes, seu grande prazer é organizá-los de volta.

Além disso, ela atende visitantes no período da manhã. Márcia mora em Timbó e gasta em média 2h por dia para ir e voltar do trabalho de bicicleta. Gosta do que faz e afirma que lá é o lugar ideal para se livrar do estresse.

A biblioteca é um templo de sossego. O lugar para quem realmente quer mergulhar na leitura sem interrupções. A atmosfera tranquila só pode ser quebrada pelo turbilhão de histórias silenciadas nas prateleiras, quando alguém dá corpo a elas com própria imaginação. Uma mesma história pode ser projetada de diferentes maneiras. Cabe apenas ao leitor traduzi-las ao seu modo.

Em 2014 passaram a fazer parte do acervo grandes títulos que fizeram sucesso internacionalmente, tais como “O livro do Amanhã”, de Cecília Ahern, “A culpa é das estrelas”, de John Green, “A Seleção” de Kiera Cass e “O casamento” de Nichola Sparks. Este último autor, aliás, é um dos favoritos dos leitores e um dos mais emprestados. Outro livro muito procurado é “Cinquenta tons de cinza” de E. L. James. 

Mas nem só de empréstimos vive a biblioteca. Tem o espaço de leitura, onde se pode ler as revistas e periódicos disponíveis, a caixa “Troca-troca” na qual o visitante pode trocar um livro por outro e a Sala de Wifi, com sinal de internet gratuito. Dos eventos realizados, é comum as escolas levarem alunos para participarem de Contações de Histórias e uma vez por ano acontece o “Varal Literário”, ocasião em que os livros são pendurados literalmente em varais, junto a textos e poesia escritas pelos participantes. Até árvore de Natal de revista foi montada no fim do ano.

Embora o espaço seja tão rico, não tem recebido tantos visitantes assim. Segundo a estagiária, a média de visitantes diários não passa de dez. “No ano passado tentamos abrir aos sábados. Na primeira tentativa veio bastante gente. Na segunda veio menos até não vir mais ninguém”, finaliza Márcia.

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