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Nadadora pomerodense participa das Paraolimpíadas Escolares

Motivo de orgulho para nossa cidade, a nadadora Daniella Beatriz Butzke participou das Paraolimpíadas Escolares de 2011, em São Paulo, no nado de costas categoria B, no segmento Deficiência Intelectual – Classe 14. Dani, como é conhecida, ficou na 4ª colocação, ajudando Santa Catarina a conquistar a 4ª colocação geral….

9 de setembro de 2011

Motivo de orgulho para nossa cidade, a nadadora Daniella Beatriz Butzke participou das Paraolimpíadas Escolares de 2011, em São Paulo, no nado de costas categoria B, no segmento Deficiência Intelectual – Classe 14. Dani, como é conhecida, ficou na 4ª colocação, ajudando Santa Catarina a conquistar a 4ª colocação geral.
Para a treinadora Ilsani K. Baptista, o resultado vem coroar o esforço da atleta, que se supera a cada dia. “Seu mérito fica resumido em muita gratidão e realização. Quando vejo que a Dani foi a quarta melhor do Brasil, sinto que os frutos do trabalho paraolímpico em Pomerode estão começando a ser colhidos. É muita felicidade.”
O estado anfitrião foi campeão geral, com 61 pontos, um a mais que o Rio de Janeiro, que defendia o título de 2010. Minas Gerais garantiu a terceira colocação ao marcar 45,5 pontos.

Desempenho de Santa Catarina
Nas dez modalidades em que disputou, a delegação catarinense conquistou o título na bocha. Já no atletismo e na natação, o troféu foi de prata. E as modalidades de tênis de mesa e judô também deram medalhas aos catarinenses, mas não conseguiram troféus. Na contagem geral de medalhas, nosso estado também terminou em 4º, com 38 de ouro, 34 de prata e 35 de bronze, totalizando 107.
Santa Catarina competiu com 89 alunos-atletas, de 12 a 21 anos, representada por estudantes das redes municipal, estadual e particular, de 27 municípios. A promoção das Paraolimpíadas Escolares 2011 foi do Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB), com apoio do governo do estado de São Paulo e da prefeitura da capital paulista. Participaram atletas em três segmentos: deficiência intelectual (D. I.), deficiência física (D. F.) e deficiência visual (D. V.) nos naipes masculino e feminino.
Os campeões, em suas modalidades, asseguraram o direito a uma bolsa-atleta, com possibilidade de representar o Brasil na Paraolimpíada de 2016, no Rio de Janeiro. Nas Paraolimpíadas Escolares, além dos troféus para os três primeiros na classificação geral e para o campeão de cada modalidade, os três primeiros colocados receberam medalhas.

Encerramento
Em clima de festa e com longa confraternização entre as 24 delegações participantes, a cerimônia de encerramento ocorreu no Parque Anhembi. A declaração do presidente do Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB), Andrews Parson, mostra bem os reflexos do trabalho comandado pela Fundação Catarinense de Esporte (Fesporte). “Santa Catarina faz um belo trabalho no paradesporto. Muitas ações dos catarinenses com os paratletas servem de exemplo para o Brasil”, reconheceu.
Os atletas, técnicos e equipes de apoio do nosso estado participaram com muita alegria da festa, cantando e dançando antes, durante e após a cerimônia. Mas um momento de emoção estava reservado especialmente para a delegação catarinense, que foi eleita, pelos demais estados participantes, para ganhar o Troféu Confraternização, um prêmio criado levando em conta a animação, a organização e a solidariedade de todos os participantes. “Vocês estão de parabéns”, disse o presidente do CPB, referindo-se ao comportamento da delegação catarinense.
Durante a cerimônia, o grupo de teatro Vivendo e Aprendendo apresentou a peça “Indiferença, até quando?”, destacando o combate ao preconceito e a luta contra a discriminação, já que um participante representava um cadeirante, que tinha seus direitos cerceados. Os 24 estados ali representados também ganharam um troféu de participação cada, além de uma placa alusiva à passagem de três décadas do ano internacional da pessoa com deficiência.

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