Museu Ervin Teichmann reabre em Pomerode
Foi reaberto em Pomerode um espaço destinado a conservação do patrimônio artístico do município. O Museu Ervin Curt Teichmann, volta a abrir as portas para os moradores da cidade e para os visitantes que querem conhecer a arte deste que levou o nome da “Cidade mais Alemã do Brasil” para muitos lugares do país e do mundo.
Foi reaberto em Pomerode um espaço destinado a conservação do patrimônio artístico do município. O Museu Ervin Curt Teichmann, volta a abrir as portas para os moradores da cidade e para os visitantes que querem conhecer a arte deste que levou o nome da “Cidade mais Alemã do Brasil” para muitos lugares do país e do mundo.
As obras mostram cenas do cotidiano como, camponeses, lavradores, pescadores, operários, peões e cavalos. Muitos estão registrados em madeira, material mais trabalhado pelo artista. O horário de visitação é: terças a sextas-feiras das 12h15min às 17h45min e sábados, domingos e feriados das 13h às 18h. O valor para entrar é R$ 10,00, para idosos e estudantes é cobrada meia entrada R$5,00.
O ambiente é da família. A casa que abriga as obras pertence aos Teichmann e é administrada pelo filho Arno Teichmann. Ele conta que a reabertura do local na sexta-feira, dia 13, é em decorrência que, em 1945, no Rio de Janeiro, Ervin Teichmann realizou uma exposição de muito sucesso e esta iniciou em uma sexta-feira13. “Queremos que essa reabertura também traga muitas alegrias, como a exposição em 1945”.
Além dos trabalhos em madeira, é possível conferir aquarelas, desenhos em lápis e papel, estudos e ainda presentes que o artista catarinense ganhou de amigos também artistas. Na dureza dos traços da madeira à delicadeza de um sombra sutil feita com um lápis no papel, ou ainda na fragilidade de um trabalho feito com porcelana é possível rever a trajetória vivida pelo artista.
Em simples expressões e movimentos, Ervin Teichmann conseguia imprimir a realidade dos moradores da região. Arno conta que há um cavalo em especial que o pai escondia para que não fosse vendido: “Este cavalo está em uma situação muito rara, que é com apenas uma das patas tocando o chão”.
Uma pequena lasca de madeira na aba do chapéu revela que o filho também tem o trato com a madeira, mas o irmão de Arno também continua o trabalho do pai, inclusive no interesse das cenas a retratar.
A continuidade
Seguindo os passos do pai, Hernann Teichmann, trabalha esculpindo e criando objetos que recriam cenas de trabalhadores, indígenas e cavalos. Ele conta que sempre acompanhou o pai, e sempre se interessou pelas obras dele. Assim também começou a esculpir. “quando fiz meus primeiros trabalhos, mostrei para meu pai, perguntei o que ele achava e ele somente respondeu: ‘está bom. Cada um faz o seu trabalho do jeito que acha que tem que ser'”.
A casa com as obras expostas, cada móvel sob um personagem entalhado e o orgulho em mostrar cada peça acaba dando lugar a uma frase que herdou do pai: “Cada artista não consegue encontrar a perfeição da obra feita por ele. Sempre que eu olhar um trabalho meu, vou encontrar defeitos, achar que poderia ter completado com algo”.
A riqueza dos detalhes de ambos os trabalhos evidencia que o dom veio no sangue. No Museu, Arno mostra um desenho que, pelas características, não foi feito por Ervin, mas que, pela proximidade de outro trabalho que está na casa de uma tia de Arno e Hermann, acredita-se que é do pai de Ervin, Joseph Teichmann.
O museu é também uma forma de manter a história desse escultor e artista que tem trabalhos espalhados pelo Brasil. Para conhecer mais sobre a vida e obras de Ervin Teichmann não deixe de visitar a casa.
Serviço
Local: Rua 15 de novembro, próximo ao portal turístico lado Sul de Pomerode.
Horário de atendimento: Terças a sextas-feiras das 12h15min às 17h45min. Sábados, domingos e feriados das 13h às 18h.
Informações: 47 3387 0282
Natural de Kiel, norte da Alemanha, Ervin Teichmann chegou ao Brasil ainda criança, em 1914. Faleceu em 1992, aos 85 anos.