Mulheres Alteradas: uma alteração de humor
Em uma noite relativamente gelada, os corpos se aqueceram em risadas exaltando o bom conteúdo de peça Mulheres Alteradas.
Em uma noite relativamente gelada, os corpos se aqueceram em risadas exaltando o bom conteúdo de peça de teatro Mulheres Alteradas. No domingo, dia 29, o Teatro Municipal de Pomerode esteve com a casa cheia e não decepcionou quem retirou os casacos do armário para prestigiar a peça.
O elenco foi composto por artistas reconhecidos nacionalmente e a peça já foi assistida por mais de 120 mil pessoas em todo o Brasil. Samara Felippo, Flávia Monteiro e Marisol Ribeiro que representaram as figuras femininas, que em geral não possuem nomes, da quadrinista argentina Maitena. Essas personagens espelham características de uma mulher universal, cujos assuntos preferidos são corpo, moda, homens, amores, família, filhos, trabalho.
Já Daniel Del Sarto incorporou vários personagens masculinos sem nomes definidos e repletos de personalidade, os quais criou uma identificação imediata com os homens presentes na plateia.
No palco, além dos atores, a peça contou com a “Banda Alteradas”: um trio feminino, formado por excelentes musicistas, que executaram canções instrumentais, ao vivo, compostas com exclusividade para a montagem.
A peça tem como base o discurso sobre a feminilidade presente no mundo das mulheres. Atualmente, as mulheres estão assoladas por cobranças e demandas desgastantes e, às vezes, quase impossíveis de atender simultaneamente: trabalhar o dia todo, dentro de casa idem, serem mães maravilhosas, amantes insuperáveis e manter as boas formas física e estética. Isso, sem contar com a necessidade de ostentar uma vida emocional serena, equilibrada, a toda prova.
A imagem da perfeição em forma de mulher é inatingível. A peça ressalta, de forma divertida, que isso é impossível de alcançar e que mulheres não são assim.
E finalizando a noite, a emoção tomou conta dos atores que se despediram da companhia de Samara Felippo na peça.