Geral

Mulher: um dia para ser chamado de seu

Ser mulher já foi sinônimo de ser do sexo frágil. Atualmente, esse misticismo já está se desfazendo. Tudo isso graças a um grupo de mulheres que em 1857 resolveu lutar pelos seus direitos e acabou pagando com a vida.

1 de junho de 2015

Ser mulher já foi sinônimo de ser do sexo frágil. Atualmente, esse misticismo já está se desfazendo. Tudo isso graças a um grupo de mulheres que em 1857 resolveu lutar pelos seus direitos e acabou pagando com a vida. Tragédias a parte, a atitude dessas mulheres, extremamente condenáveis na época, fez com que a população feminina ganhasse destaque na sociedade. E, além dos direitos, ganhou um dia para ser chamado de seu.
Dia 08 de março, Dia Internacional da Mulher. Um dia apenas para parabenizar todas as mulheres. Sejam elas empregadas domésticas, juízas, empresárias, jornalistas, chefes, funcionárias e também árbitras e técnicas de futebol.
Isso mesmo. Profissões, antes tão masculinas, hoje fazem parte do currículo feminino. O preconceito em relação às profissões politicamente corretas para determinados gêneros sexuais, ainda permanece. Infelizmente! Mas, por outro lado, há as que optam pelas profissões apenas por hobby e não sofram nenhum tipo de preconceito quanto a isso.
Prova disso é a técnica do time Unidos Futebol Clube (UFC), Cristiane de Lima, que está em sua primeira atuação no universo esportivo. A paixão pelo esporte, o incentivo da amiga Rose, que também joga futsal, e dos filhos Maicon e Natascha foram grandes aliados nessa motivação.
A imagem masculina prevalece no meio, mas nem por isso Cristiane sofreu qualquer tipo de rejeição e até hoje não ouviu piadinhas de mau gosto e mantém um bom relacionamento com os demais técnicos.
A experiência foi mencionada como única e jamais passível de esquecimento. “Uma experiência única, que jamais esquecerei. O maior desafio foi formar uma equipe, cheguei a achar que não conseguiria. Essa foi uma das minhas maiores conquistas: participar de um esporte que eu amo, ser bem recebida pelos meus jogadores e pela minha equipe técnica”, completou Cristiane.
A paixão nacional está quebrando mitos e trazendo para o futebol cada vez mais adeptas femininas. A exemplo de Cristiane há mais mulheres que seguem seus sonhos e vão atrás do que desejam.
A árbitra Anelise Meire Schulz, está na função há um ano. Antes disso, atuou como jogadora de futsal em Jaraguá do Sul e Blumenau. Fez sua pós graduação e nesse período ficou longe do esporte, no entanto, a paixão falou mais alto e ela voltou. Não podendo mais atuar como atleta, resolveu partir para outra área do futsal e tornou-se árbitra. “Eu precisava voltar, eu gosto, então tive a ideia de virar árbitra de futsal”, afirma Anelise.
A carreira começou há mais ou menos um ano, quando foi indicada pela liga iniciando como aspirante. No ano de 2012 está novamente na liga, mas desta vez confederada. Em Pomerode, apitando pela primeira vez, contou que já esteve na cidade quando fazia estágio pela faculdade. Mesmo que um ano pareça pouco, a experiência da árbitra já é evidente. Ela já esteve em competições como Liga da Primavera, Joguinhos Abertos e Olesc.
Assim como Cristiane, em relação ao respeito, a árbitra disse que cada vez mais o paradigma está acabando. “A relação de respeito deve ser recíproca. Somos profissionais e todos devem ter conhecimento da regra e aplicação da mesma”, completou.
O estímulo da árbitra às que desejam seguir a carreira é dado sem pestanejar. “Quando se tem paixão, vale a pena lutar. Acredite no sonho e vá conquistar”.
Esses são apenas dois dos vários exemplos e incentivos dados para a classe que mais cresce no mundo: as mulheres.
Comemorar um dia dedicado à mulher é muito mais do que lembrar delas apenas por ser uma data mundial. O mérito dado a essa parcela da sociedade é um misto de agradecimento e idolatria. A luta pelo espaço conquistado é resultado de um trabalho que ocorre há décadas e, mesmo assim, ainda não está completo. Muito pelo contrário. A violência contra a mulher é muito comum para uma sociedade que já se auto intitula moderna. O preconceito, ainda tão corriqueiro, é herança de uma cultura onde a nascer mulher era considerado, praticamente, uma doença.
Conceitos e atitudes já foram reavaliadas, então temos aqui uma grande conquista. A incansável busca pela aceitação, seja em casa, no trabalho ou na sociedade é o verdadeiro motivo pelo qual o Dia Internacional da Mulher é tão significante.
Amiga, mãe, avó, filha, não importa quem você seja, o dia é seu e merece sim ser celebrado. Portanto, celebre-o!

Torneio de Futebol Feminino
O Dia Internacional da Mulher também ganhou uma celebração esportiva. O 5º Torneio de Futebol Feminino ocorreu no domingo, dia 05/03, antecipando a celebração da data. O idealizador do torneio é Jonas Gretter. A matéria completa está no JP Esporte.

De olho no peso da bolsa
Bolsa de mulher não tem fundo. Quem nunca ouviu um homem dizendo isso? Desodorante, carteira, guarda-chuva, nécessaire, celular e, às vezes, até livro. As bolsas das mulheres costumam levar de tudo e mais um pouco, mas mulher prevenida vale por duas, certo? Ok, pode ser. Mas as dores nas costas e nos ombros são resultados desse sacrifício. E acredite, não são os únicos. Doenças relacionadas à má postura, tendinites, hérnia de disco e desgaste dos discos da coluna também estão nesta lista.
As áreas mais prejudicadas são os ombros e a coluna, mas o pescoço, os braços e até os quadris e as pernas podem ser afetados por causa da pressão nas articulações. O primeiro sinal de que algo está errado é o desconforto.
Se para praticar esportes é preciso ter preparo físico, carregar uma bolsa também o requer. Obviamente não nas mesmas proporções, mas a resistência de quem a carrega é que determina o peso da bolsa.
As alças transpassadas são as mais recomendadas, por distribuir melhor o peso pelo corpo. As bolsas menores, já que possuem menos espaço, também são indicadas, principalmente para as que enchem as bolsas com apetrechos.
Portanto, fique atenta. Mais vale uma bolsa vazia, do que uma coluna cheia, de problemas.

Notícias relacionadas