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Muito mais do que um fã

Muitas vezes, ser fã de um ícone artístico ultrapassa o limite da simples admiração, tornando-se parte integrante da vida. É o caso de Fredi Behling, de 50 anos, mais conhecido como Manga, que não esconde a sua identificação com a banda britânica Judas Priest, desde os 18 anos de idade.

1 de junho de 2015

Muitas vezes, ser fã de um ícone artístico ultrapassa o limite da simples admiração, tornando-se parte integrante da vida. É o caso de Fredi Behling, de 50 anos, mais conhecido como Manga, que não esconde a sua identificação com a banda britânica Judas Priest, desde os 18 anos de idade. Entretanto, quem realmente faz a cabeça do pomerodense é o vocalista Rob Halford, tanto que Manga adotou o visual do cantor britânico. Sempre gostei de rock e comprava alguns vinis numa loja em Blumenau chamada Toka. Por horas eu ficava ouvindo várias bandas. Ainda não conhecia o Judas Priest, até comprar o primeiro disco, cuja característica é a voz inconfundível do Rob, super afinado. Com relação ao visual, as pessoas dizem que tenho uma semelhança com ele. Foi uma coisa que aconteceu por acaso, com brincadeiras e comentários dos amigos, mas que eu adotei para minha vida, revela.

O Judas Priest é uma banda britânica de heavy metal criada em 1969, na cidade de Birmingham e figura entre as quatro maiores bandas do mundo, junto com Black Sabbath, Iron Maiden e Motörhead. Tratou-se da primeira a unir o peso e temática violenta criada pelo Black Sabbath à velocidade de alguns grupos de rock como o Deep Purple, adicionando uma frente de ataque com duas guitarras. Graças a eles, a adoção das roupas de couro com adereços de metal cromados e correntes advindos do punk rock difundiu-se entre os apreciadores de rock. É formada pelo baixista Ian Hill, vocalista Rob Halford, guitarristas Glenn Tipton e Richie Faulkner, além do baterista Scott Travis. Em 44 anos de existência, vendeu cerca de 50 milhões de cópias.

A identificação de Manga com a banda está intimamente ligada a duas paixões: rock e motos. Segundo ele, o estilo, as músicas, a forma de se vestir e a postura no palco são os elementos que fazem com que os admire há 32 anos. É pura curtição, pois eu gosto da banda e do estilo deles. E por ser apaixonado por motocicletas, consegui unir o útil ao agradável, porque não é em qualquer show que você vê o vocalista entrando no palco de moto, afirma, acrescentando que a sua é toda customizada em homenagem ao Judas Priest.

O pomerodense conta que teve a oportunidade de assistir a dois shows da banda, em Porto Alegre e São Paulo. Segundo ele, o primeiro foi algo arrepiante, uma vez que ele foi convidado em cima da hora pelo seu amigo John Karsten. Já no segundo, ocorreu uma situação pitoresca, justamente pelo fato de ser parecido com o vocalista Rob Halford. No show em São Paulo, nós fomos com o ônibus novo da Volkmann. Ao entrarmos no pátio do Credicard Hall, quando saí, vieram vários fãs correndo em minha direção achando que era a banda chegando. Foi uma situação muito engraçada. Também em uma apresentação do Iron Maiden, tive que tirar muitas fotos. Só quem é fã sabe a emoção que sente, não há explicação, enfatiza.

Segundo Manga, a sua admiração pelo rock surgiu durante as décadas de 1960 e 1970 é enaltecida pelo perfil dos músicos da época, muitos deles formados dentro do estilo e sem recursos eletrônicos. A maioria destas canções serão tocadas a vida toda. Atualmente, existem ótimas bandas de heavy metal/rock, mas que não conseguem se manter no topo por muito tempo. A culpada é a mídia, mais voltada para musicais comerciais, ‘arroz de festa. Além disso, naquele tempo era preciso compor boas músicas e com conteúdo para agradar ao público, que era mais crítico. Hoje em dia, qualquer coisa vira o ‘hit do momento.

Possuindo muitos itens do Judas Priest, como DVD´s, vinil, CD´s, pôsteres e camisas, Behling diz que mantém contato com outros fãs de todo o Brasil que nutrem a mesma admiração. De toda a discografia, duas músicas se destacam em sua preferência. A letra e melodia de ‘Diamonds And Rust eu gosto muito, além de ‘Breaking The Law, que é um dos grandes sucessos da banda. Eu, como fã, posso sonhar alto, por isso, se tivesse a oportunidade de dizer apenas uma frase a Rob, esta seria: ‘Vamos tomar uma cerveja no Schroeder, finaliza, aos risos.

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