MPSC intensifica ações para prevenir dengue em SC: 27 municípios registraram focos
Pomerode foi um dos únicos municípios da região onde não foram encontrados focos do mosquito da dengue.
O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) está intensificando ações para o combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue. O Centro de Apoio Operacional da Cidadania e Fundações (CCF) encaminhou às Promotorias de Justiça a atualização dos dados, enviados anteriormente, sobre ações preventivas e de fiscalização, incluindo estatísticas sobre a proliferação do inseto. O objetivo é facilitar a atuação dos Promotores de Justiça da área da Saúde, para que possam promover as medidas cabíveis para cobrar dos órgãos públicos o controle sobre os focos do mosquito, e também para a participação em iniciativas de prevenção.
De janeiro até o início de abril de 2008 foram detectados 343 focos do mosquito em 27 dos 293 municípios catarinenses. Em 2007 foram registrados 1.019 focos, com 126 casos da doença confirmados pelo sistema de saúde. Em 2008 a doença já atingiu 19 pessoas e 128 casos suspeitos estão sendo apurados, segundo a Secretaria de Estado de Saúde. Todos os casos de Santa Catarina são “importados”, ou seja, os doentes foram infectados em outros Estados. “Queremos evitar que Santa Catarina perca a condição de Estado sem transmissão autóctone (transmissão local) da dengue no País”, explica o Coordenador do CCF, Promotor de Justiça Leonardo Henrique Marques Lehmann.
Centro de Apoio também solicitou às Promotorias de Justiça informações sobre as eventuais medidas administrativas ou judiciais já adotadas para assegurar as medidas sanitárias e de saúde nos municípios. A ação para prevenir a proliferação do mosquito da dengue foi desencadeada pelo Ministério Público em agosto de 2007. Na ocasião, o CCF sugeriu aos Promotores de Justiça o acompanhamento das atividades desenvolvidas pelos municípios no combate ao mosquito e a adoção de medidas judiciais e extrajudiciais, caso necessário.
A única forma de combater a dengue é fazer o controle dos focos e das armadilhas. A doença é transmitida por um mosquito originário da África, o Aedes aegypti, também responsável pela transmissão da febre amarela urbana. As ações para combater o mosquito são simples. Basta evitar o acúmulo de água em pratos de vasos, plantas, xaxins, pneus abandonados e outros recipientes.
O combate em Pomerode
O chefe do Serviço de Vigilância Sanitária (SEVISA), Roberto Moller, realizou na manhã de terça-feira (15/04) uma reunião com os agentes responsáveis pelo combate à proliferação dos focos e da própria doença, juntamente com João Gonzaga, representante da DIVE (Diretoria de Vigilância Epidemiológica), que atua há 35 anos na área da saúde pública. A equipe de agentes, recentemente reestruturada em função do concurso público, recebeu algumas instruções para que após o processo de capacitação, que deverá ser finalizado no final de maio, esteja apta para sair a campo.
O SEVISA tem atualmente mais de 200 armadilhas e pontos estratégicos espalhados em Pomerode, periodicamente fiscalizados pelos agentes, número considerado bastante satisfatório para um município de 25 mil habitantes, já que a prática consegue englobar todo o perímetro urbano.
“A população deve se conscientizar de que ela mesma pode colaborar, através da aplicação e execução de medidas preventivas. Um dos fatos de não ter sido encontrado nenhum foco no município é por termos uma população que colabora com medidas que evitam a incidência destes casos. De 2001 até hoje, foram encontrados somente quatro focos e todos já foram controlados”, declarou o chefe do Serviço de Vigilância Sanitária (SEVISA), Roberto Moller.
Com o início do trabalho dos agentes, é importante que a população não deixe de atender os mesmos, que se apresentarão identificados com crachá da Prefeitura Municipal, bolsa de lona padronizada e veículo oficial. “A partir do mês de maio os agentes estarão recebendo uniformes. Enfatizo que, nenhum Órgão Publico conseguirá deter o avanço desta epidemia, sem a participação da comunidade, recebendo os agentes para que estes possam executar seus serviços, auxiliando na eliminação dos pontos de água parada e aderindo as campanhas de combate ao vetor”, argumentou Moller.
Segundo o chefe do Serviço de Vigilância Sanitária (SEVISA), em Santa Catarina, 18 casos confirmados de dengue foram registrados, sendo todos referente a pessoas que contraíram a doença em outros estados e que tiveram os sintomas manifestados somente aqui no estado. “Um fator positivo, é que nenhum caso de óbito foi registrado”, finaliza Moller.
Mais informações podem ser obtidas através do Serviço de Vigilância Sanitária, pelo fone 3387-3477 ramal 222.