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Movimentação pela democracia

Após a intensa movimentação nas redes sociais observada nos últimos dois dias, a petição online que pede a saída de Renan Calheiros (PMDB-AL) da presidência do Senado ultrapassou um milhão de assinaturas na tarde de sexta-feira, dia 08 de fevereiro. O organizador do abaixo-assinado na plataforma de mobilização social Avaaz promete enviá-lo ao próprio Senado e à Presidência da República.

1 de junho de 2015

Após a intensa movimentação nas redes sociais observada nos últimos dois dias, a petição online que pede a saída de Renan Calheiros (PMDB-AL) da presidência do Senado ultrapassou um milhão de assinaturas na tarde de sexta-feira, dia 08 de fevereiro. O organizador do abaixo-assinado na plataforma de mobilização social Avaaz promete enviá-lo ao próprio Senado e à Presidência da República quando ele atingir 1,3 milhão de votos.
O número refere-se a 1% do eleitorado nacional e é o montante exigido para que os cidadãos possam protolocar projetos de iniciativa popular no Congresso.
No caso da petição, no entanto, não há qualquer utilidade no número. O organizador da mobilização, Emiliano Magalhães, diz que pretende usá-lo para pressão política.
'Poderemos causar um rebuliço na mídia, desafiar as restrições desta iniciativa popular e exigir a revogação do presidente do Senado, Renan Calheiros', afirma ele no texto de apresentação do abaixo-assinado.

Validade – É possível, no entanto, que parte das assinaturas não sejam válidas. No Facebook, um homem disse que assinou a petição duas vezes. 'Apenas usei dois emails diferentes', escreveu o internauta. Dos EUA, alguém assinou sob o nome de Barack Obama.
A pressão contra Renan Calheiros tem aumentado nas mídias sociais. O primeiro abaixo-assinado contra ele, que buscava impedir sua chegada à presidência do Senado, teve menos de 500 mil assinaturas.
Em 2010, quando reelegeu-se senador, Renan obteve 840 mil votos.
Agora escolhido pelos pares novamente para presidir a Casa, cargo ao qual havia renunciado em 2007, ele pode ter um inquérito aberto no Supremo Tribunal Federal sobre o suposto uso de notas frias para justificar sua capacidade financeira em pagar a pensão da filha com a jornalista Mônica Veloso.
A denúncia foi feita pela Procuradoria Geral da República, que o acusa de peculato (desvio de dinheiro público), falsidade ideológica e uso de documento falso.

Fonte: Revista Exame

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