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Mentes brilhantes

Muitos jovens decidem, na hora do vestibular, seguir na área de comunicação social. Um dos cursos mais procurados neste ramo é o de Publicidade e Propaganda, que atrai justamente pelo seu trabalho bastante diferenciado, que exige, além de conhecimento, muita criatividade e, até mesmo, bom humor. David José Theiss é publicitário formado e professor do curso de Publicidade e Propaganda.

1 de junho de 2015

Muitos jovens decidem, na hora do vestibular, seguir na área de comunicação social. Um dos cursos mais procurados neste ramo é o de Publicidade e Propaganda, que atrai justamente pelo seu trabalho bastante diferenciado, que exige, além de conhecimento, muita criatividade e, até mesmo, bom humor.
Para David José Theiss, publicitário formado e professor do curso de Publicidade e Propaganda da Uniasselvi (PEP), quem quer ser um publicitário precisa de um pouco mais que só força de vontade. Genericamente falando, precisa ter muito entusiasmo diário. Sair da zona de conforto. Pois aceitar algo é muito mais fácil que persuadir. A pessoa se cansa mais quando tem que mostrar pro cliente que ele não precisa exatamente do que ele está pedindo e por isso ele contratou um profissional. Se for falar de cada departamento de uma agência por exemplo, são caraterísticas distintas. Mas hoje em dia, não basta para o criativo ser apenas criativo, o mercado pede cada vez mais alguém que entenda de negócio. Ouvir piada é bom, mas o que permanece são os resultados.
David conta também que a Publicidade e Propaganda não foi a primeira escolha em sua vida acadêmica. Depois de cursar o Técnico em Mecânica Industrial pelo Senai e fazer seis meses de estágio na área, percebi que não era a minha melhor escolha. Tinha 19 anos e ainda não estava na faculdade, acabei indo trabalhar na tecelagem de uma indústria têxtil aqui de Pomerode. Graças aos processos internos de promoção profissional, em dois meses eu passei para o administrativo da empresa e mais quatro, cinco meses fui cair no Marketing. Eles precisaram de alguém interno com noções de computação gráfica e eu estava fazendo um curso de web design na época. Foi ai que fiz vestibular na Asselvi, ainda não tinha PEP naquele semestre e entrei para REP, e no semestre seguinte consegui trocar. Depois dessa empresa, trabalhei em outra, também como assistente de Marketing, e ai fui para uma gráfica, onde trabalhei durante quase cinco anos. Lá aprendi muitas coisas importantes pra mim hoje, tanto na profissão de Diretor de Arte, quanto na docência. Só então, após formado, saí da gráfica e entrei para a publicidade propriamente dita. Fui trabalhar numa agência de Florianópolis, convidado para ser Produtor Gráfico pela minha experiência profissional. Aceitei pela oportunidade, mas eu já sabia que na verdade eu queria ir para criação. Na criação mesmo, fui trabalhar na volta para Blumenau, dois anos depois, para ser Diretor de Arte Jr. E dai pra frente, trilhei dentro da criação alguns caminhos, até chegar a Diretor de Criação.
E na nossa região, será que há empregos suficientes para agregar todos estes profissionais? David responde. As áreas são muitas e acredito que o grande barato da publicidade é isso. Para quem não quer trabalhar em agência, pode trabalhar no departamento de comunicação de empresas públicas e privadas, estúdios fotográficos, produtoras de vídeos, gráficas, editoras, veículos de comunicação. A grade do curso de publicidade é muito vasta e abre para o acadêmico um leque de grandes oportunidades. Sem falar que dentro de uma agência, o profissional pode ser desde um criativo até um alto executivo. O mercado da nossa região é ótimo, tanto é que várias agências do nosso estado e fora dele, atendem clientes locais. Outro ponto forte é que as empresas estão se estruturando internamente, mesmo quem tem uma agência de publicidade, precisa de um analista de comunicação para dar andamento aos processos.
Como professor, David também tem contato com futuros profissionais da área de publicidade e compartilha um pouco desta experiência. Estou lecionando na graduação faz seis anos, e todo início de semestre são novas surpresas que aparecerem. Tenho sorte, pois leciono tanto para o primeiro, quanto para o último semestre, então consigo acompanhar essa ambição e, principalmente, essa evolução que vai acontecendo. Nós incentivamos muito os alunos a participarem de prêmios, a estreitar os laços com o mercado, vamos a festivais, trazemos grandes nomes da publicidade para a instituição, tudo isso anima, dá vontade ao aluno de crescer e querer se destacar. O importante, além de detectar esse tino, essa ambição, é conseguir alimentar, para que ela caminhe em bons rumos.
E para quem está iniciando na área, alguma dica David?
Precisa ter um pouco de paciência, vejo muita gente chegando na sala de aula querendo receita de bolo e quando vê que não existe, começa a falar que não é criativo. Vou fazer uma analogia, a criatividade é um músculo, ele precisa ser atrofiado, treinado, exercitado. Quanto mais repertório você tem, mais rápido é seu raciocínio. Todo mundo já ouviu falar que uma ideia puxa outra. Estudar e pesquisar assuntos diversos e aleatórios sempre ajuda muito. Tirando uns dois ou três prodígios que aparecem, a grande maioria dos publicitários famosos que você ouvi por ai já ‘ralou muito. Outra coisa, nem todos são do departamento de criação. Por exemplo, Roberto Justus, todo mundo sabe que ele é publicitário, mas a área dele é a administração. Como já citei acima, área de atuação da publicidade é muito diversificada. Talvez por isso, seja tão bom.

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