Médio Vale do Itajaí muda classificação em Mapa de Risco
Região, juntamente com mais quatro, estão classificadas como Alto, na cor amarela.
A Avaliação do Risco Potencial de cada Região de Santa Catarina passará por uma atualização na forma de mapeamento a partir desta sexta-feira, 02 de outubro. A Matriz avaliará minuciosamente índices de transmissibilidade, monitoramento, dimensões, mortalidade e capacidade de atenção nas 16 Regiões de Saúde do Estado. A mudança na análise dos indicadores propõe um foco maior na atenção primária, tendo em vista a mudança do momento da Covid-19 em Santa Catarina.
No novo levantamento, divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde, seis regiões sofreram alterações. O Extremo Oeste passou de Alto (amarelo) para Grave (Laranja). Por outro lado, Foz do Rio Itajaí, Médio Vale do Itajaí, Serra Catarinense, Xanxerê e Oeste migraram da avaliação Grave (laranja) para Alto (amarelo). As outras 11 regiões permanecem com a cor laranja (Grave).
“Compreendemos que o momento é outro. O gerenciamento tira um pouco o foco da ampliação da estrutura hospitalar catarinense, que já aumentamos consideravelmente, e passa a levar em conta o diagnóstico rápido, o monitoramento e o rastreamento dos contatos”, resume o secretário de Estado da Saúde, André Motta Ribeiro.
A nova Matriz é construída com o intuito de refletir um retrato mais coerente com o atual momento do contágio, privilegiando uma avaliação detalhada e objetivando prevenir novos surtos em potencial. “Não é mais possível olharmos apenas para a Covid-19, pensando em nível estadual. É necessário compreendermos realidades regionais”, afirma.
Risco potencial por região:

Foto: Reprodução / SES
Confira o que muda na Matriz de Risco Potencial
Com a atualização da ferramenta de Risco Potencial, o mapeamento da situação nas 16 Regiões de Saúde do Estado passa a considerar de forma mais analítica os seguintes índices:
Dimensão Evento Sentinela: considera a mortalidade por Covid-19 como um sinal de alerta que aponta tanto o agravamento da situação, quanto a possibilidade de ocorrência de grande número de casos não identificados pelo sistema de saúde. Utiliza dados de informação de óbitos recebidos e computados no sistema de informação BoaVista. Os parâmetros considerados provêm da análise da mortalidade por Covid-19 ocorrida no estado de Santa Catarina durante o ano de 2020. Este indicador é combinado com o Rt (indica como a epidemia está evoluindo na região) e sua estabilidade interpretada segundo orientação da OMS.
Dimensão Transmissibilidade: combina informação sobre a quantidade de casos ativos em relação à população, combinada com a variação entre o número registrado na semana de avaliação comparada à anterior.
Dimensão Monitoramento: aponta a capacidade de rastreamento dos casos e contatos, medida por meio das notificações de casos positivos e negativos; e a capacidade de realização de vigilância ativa da Covid-19, medida por meio da qualidade do inquérito realizado na comunidade pela atenção primária em saúde e que busca estimar a taxa de pessoas com sintomas gripais.
Dimensão Capacidade de Atenção: como já visto durante o manejo da pandemia, a disponibilidade de leitos hospitalares de terapia intensiva é extremamente necessária para o manejo de casos graves, sendo que o risco da região aumenta à medida que sua ocupação também aumenta. É esperado que leitos de UTI estejam boa parte do tempo ocupados, sendo por atenção aos casos de SRAG ou outros eventos. Por este motivo, a dimensão somente será avaliada quando esta taxa supere 60%. A avaliação também ocorrerá a partir do município de residência dos internados, no entanto, a equipe da SES ainda trabalha para disponibilizar essa informação. Até ela esteja disponível a avaliação considerará internação por ocorrência.
Fonte: Governo de SC
Dados atualizados por região:

Foto: Reprodução / SES
