Marca Olho: espalhando qualidade aos quatro cantos do Brasil
Uma empresa genuinamente pomerodense, que conquistou seu nome e respeito no mercado produzindo uma série de produtos de qualidade e paladar característico, agora tem ainda mais motivos para comemorar.
Uma empresa genuinamente pomerodense, que conquistou seu nome e respeito no mercado produzindo uma série de produtos de qualidade e paladar característico, agora tem ainda mais motivos para comemorar.
As indústrias alimentícias catarinenses pleiteiam a autorização para comercializar seus produtos fora do estado há alguns anos. Contudo, desde maio deste ano, a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de SC (CIDASC) está liberada pelo Governo Federal à fazer a fiscalização e equivalência do Selo de Inspeção Federal (SIF), que autoriza a venda em território nacional.
São englobadas nesta medida, diferentes empresas, independente de seu porte, que trabalham com a produção de carne, leite e derivados de ambos. A primeira fabricante de embutidos do estado que se beneficiou do novo sistema é a Olho, de Pomerode. Para um dos proprietários, Luiz Antônio Bergamo, a conquista abre portas para novos mercados. A comemoração é dupla, primeiramente por termos nossa qualidade atestada mais uma vez. E, num segundo momento, nos estimula a ampliar nossa unidade fabril, pois aumentará consideravelmente nossa produção. O que temos bem claro é a importância de preservar as características coloniais de nossos produtos e priorizar o atendimento àqueles que já são nossos clientes.
Luiz Antônio Bergamo revela que o próximo passo é aguardar que o rótulo com o selo seja aprovado pelo Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), o que ele acredita que demora aproximadamente pouco mais de um mês.
O Mapa publicou, em maio deste ano, um comunicado informando que o Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal do Governo do Estado foi habilitado a integrar o Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SISBI). Desta forma, a CIDASC passa a emitir o selo que habilita vendas dos produtos contemplados.
Para que conquistássemos esta autorização, comprovamos, através de auditorias, que primamos pelas normas de qualidade e segurança alimentar. Fomos submetidos a uma série de inspeções que verificaram desde cuidados com a higiene até a questão da correta indicação de ingredientes nos rótulos de nossos produtos. Desta maneira, levaremos com ainda mais expressividade o nome de nossa empresa e de Pomerode aos quatro cantos do país, mostrando que, mesmo sendo uma cidade relativamente pequena, temos tecnologia industrial de ponta, digna de qualquer grande centro.
A ORIGEM – A Weege Indústria Alimentícia teve seu nome marcado na história de Pomerode e também no país, devido à qualidade de seus produtos. Entre alguns deles, estavam seus queijos fundidos e também embutidos da marca Olho.
Com a falência da empresa, Nelson Ziehlsdorff comprou algumas máquinas para a confecção desses queijos fundidos. A partir de então, a empresa passou a ser chamada de Laticínios Pomerode.
A marca Olho foi comprada depois de um tempo. Como a empresa de embutidos não estava em funcionamento, ainda, devido à falta de espaço, Luiz e seu sócio Rolf, compraram a parte dos embutidos e iniciaram as atividades na fábrica no bairro Ribeirão Areia. A marca facilita muito em abrir mercado, por ser conhecida ainda. Facilita a abertura de mercado, mas o Weege sempre foi muito lembrado pela qualidade de seus produtos. E isso sempre foi um grande desafio, manter essa qualidade para conciliá-la ao bom nome da marca, explica Luiz.
A qualidade dos produtos permanece desde 1922. O paladar é muito particular e, às vezes, no mesmo produto havia diferentes opiniões sobre os sabores. Então contratamos algumas pessoas chaves que sabíamos que poderiam nos dar essas dicas e opiniões de que era assim. E, em cima das opiniões de pessoas que nos transmitiam um pouco mais de segurança na informação, formamos o nosso produto. Para fazermos produtos de boa qualidade, precisamos de matéria prima de boa qualidade. No entanto, hoje em dia, com a questão tecnológica, às vezes o produto é produzido de forma rápida, mas não tão bom. Essa é uma das dificuldades em nosso ramo, manter a qualidade com o custo que o cliente possa pagar, completa Luiz.
A empresa está crescendo e, com isso, um novo espaço será construído. Nossa ideia não é crescer demais. A expansão será de 50% a mais do que produzimos, porque se você crescer demais, você pode entrar numa linha mais industrial e acaba perdendo aquilo que é o nosso objetivo: resgatar as tradições dos produtos artesanais. Um produto diferenciado no sabor e na matéria prima, o consumidor merece isso, ressalta Bergamo.
A Olho possui diversos produtos registrados, entre carnes e embutidos. Possuímos 41 produtos registrados, entre carnes, como costela e lombo, mas produzimos aqui 17 produtos industrializados, relata.
A produção atual de empresa é de cerca de 26 toneladas por mês, em produtos industrializados. Essa quantidade diz respeito aos produtos que produzimos aqui. No entanto, quando incluímos nessa média os frescais, a venda passa à quase 38 toneladas por mês. Atendemos hoje, principalmente, Pomerode, Florianópolis, Jaraguá do Sul, Joinville, Blumenau, São José, Balneário Camboriú e Gaspar, explica Luiz.
Com 20 funcionários em seu parque fabril, Luiz enaltece que o sucesso é resultado do empenho e dedicação de todos seus funcionários. A conquista deste selo é merecida, também, devido aos nossos funcionários. Isso porque possuímos e seguimos uma série de regras que dizem respeito à higiene, vestuário, entre outros. A equipe comprometida e a fiscalização diária destes itens, qualificam ainda mais nossos produtos, afirma.
Além do comprometimento da equipe, a qualidade dos produtos também é resultado da uma inspeção realizada por Erbert Weege. Erbert é médico veterinário, especialista em inspeção de produtos de origem animal e controle de produção e qualidade da indústria de alimentos. Isso faz com que nossos produtos sejam inspecionados internamente com o objetivo de garantir a excelência, reitera.
Luiz explica ainda que há bastante procura e mercado para o ramo e enaltece que a marca é forte, mas a qualidade tem que estar aliada à ela para que o sucesso seja garantido.