Geral

Mantendo-se na ativa

Nem sempre, a aposentadoria é sinônimo de fim de carreira. Para muitos, é um período de transição, onde o seu trabalho se torna mais prazeroso, bem como as atividades que realiza. Um exemplo é o pomerodense Silvano Dorn, de 52 anos, que já está aposentado há quase quatro anos, mas que não pensa em deixar o emprego tão cedo, bem como as suas atividades esportivas.

1 de junho de 2015

Nem sempre, a aposentadoria é sinônimo de fim de carreira. Para muitos, é um período de transição, onde o seu trabalho se torna mais prazeroso, bem como as atividades que realiza. Um exemplo é o pomerodense Silvano Dorn, de 52 anos, que já está aposentado há quase quatro anos, mas que não pensa em deixar o emprego tão cedo, bem como as suas atividades esportivas. Eu não sei o que seria de mim se tivesse que ficar em casa, sem fazer nada. Acho que não iria aguentar, ressalta. Além de continuar as suas atividades laborais, mantém a forma em dia, praticando atividades físicas, como futebol e caminhadas.
Dorn iniciou na Goede & Lang, onde trabalhou por cinco anos e meio, como auxiliar de marceneiro. Logo após, foi para a Netzsch do Brasil, como montador de bombas Nemo, após desenvolvendo atividades no almoxarifado e setor da empilhadeira, como carga e descarga. Suas atividades na multinacional também somaram cinco anos. Depois, fui trabalhar na Têxtil Karsten, por 12 anos e meio. Comecei na tinturaria, logo após, fui deslocado para o laboratório de teste de cores, e terminei meu ciclo naquela empresa no tratamento de água e esgoto. Então fiquei uns dois meses em casa e um dia, quando fui pegar minha filha na Impressora Mayer, eles me convidaram para trabalhar também no laboratório, só que bem diferente do anterior, pois trabalharia com fotolitos. Assim, iniciei minhas atividades naquela empresa, conta.
No entanto, após um ano e meio trabalhando com fotolitos, fui convidado para ser motorista. Foi uma mudança boa, pois sempre gostei disso, inclusive já havia trabalhado como motorista na Netzsch. Estou há 16 anos na Mayer, foi onde iniciei meu processo de aposentadoria, por tempo de serviço. No total, o processo durou uns nove anos, pois eu havia entrado antes, pelo adicional de insalubridade que possuía nos meus empregos anteriores. Mas foi tranquilo, pois consegui uma boa renda e ainda trabalho naquilo que gosto, relata. Ele acrescenta que, mesmo aposentado, continua registrado, pois, quando parar de trabalhar de fato, poderá pedir a revisão. Quando eu der ‘baixa na minha Carteira de Trabalho, poderei entrar com um requerimento para revisão, aumentando, assim, a minha renda, completa.
O motorista também fala que a aposentadoria pode ser uma das melhores fases da vida, financeiramente falando, pois há a oportunidade de adquirir mais bens. Você aumenta a sua renda e, como consequência, tem um padrão de vida melhor. Nesses quatro anos eu consegui isso, até porque, faz 25 anos que aminha esposa não trabalha. Ela trabalhou durante 13 anos na Karsten, mas tudo o que ganhava era destinado para remédios. Naquela oportunidade, resolvemos que ela cuidaria da casa e dos filhos e eu colocaria o dinheiro dentro de casa. No dia em que completou a data, no dia 17 de dezembro, até brinquei dizendo que ela poderia se ‘aposentar agora, diz, aos risos. Ainda com relação à aposentadoria, Dorn conta que ela veio naturalmente e a relação com a empresa onde trabalha não mudou. Eu preferi me manter registrado, até porque o meu trabalho necessita disso. Vai que acontece alguma coisa? Eu já tive propostas de outras empresas, mas eu preferi ficar na Mayer, afinal, 16 anos é um tempo considerável. Considero todos lá dentro como uma família, pois eu sempre gostei de trabalhar naquela empresa. A gente acaba criando um vínculo.
Mesmo nas atividades físicas, a aposentadoria parece ser uma realidade distante. Desde cedo, Dorn pratica futebol e este período não foi empecilho para que continuasse a bater a sua bolinha. Joguei desde novo. Atuei na Taça Pomerode e fui campeão pelo Vasco da Gama, além de ter participado também pelo Botafogo a Água verde. Depois desse período, comecei a jogar patotas. Desde que a Associação Porath foi inaugurada até 2012 eu joguei direto, uma ou duas vezes por semana. Depois tive que parar, uma vez que não me adaptei ao gramado sintético, revela. Agora, o aposentado mostra todo o seu talento no Grêmio Wunderwald, do qual faz parte da diretoria. Todas as segundas temos a nossa patota e algumas sextas-feiras são destinadas a amistosos. Eu também joguei, no ano passado, o Campeonato de Veteranos pelo Grêmio. Enquanto eu tiver saúde, vou continuar a praticar esta modalidade, complementa.
Além do futebol, Dorn também realiza caminhadas semanalmente, onde acompanha a esposa. São cerca de 10 quilômetros, três vezes por semana. Isso ajuda no desempenho, tanto laboral, quanto pessoal. Além disso, procuro realizar atividades diárias, como subir e descer escadas e deixar o carro mais longe para poder caminhar. Tudo isso ajuda, pois eu também não fumo, bebo apenas socialmente e procuro comer muitas saladas. Penso em envelhecer dessa maneira. No que depender de mim, enquanto tiver saúde, vou continuar mantendo meu ritmo de vida. Não é porque sou aposentado que não vou realizar esse tipo de atividade, finaliza.

Notícias relacionadas