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Manifestações em apoio à Lava-Jato movimentam o país

No Vale do Itajaí, as cidades com maior movimentação foram Timbó e Blumenau

9 de dezembro de 2016

Milhares de pessoas foram às ruas no último domingo, em todo o país, para protestar contra as alterações no pacote das 10 medidas anticorrupção aprovadas na Câmara de Deputados na madrugada de quarta-feira, a favor da Operação Lava-Jato, contra a PEC 55, a favor da prisão do ex-presidente Lula e, acima de tudo, exaltando o juiz Sérgio Moro. Na cidade vizinha de Blumenau não foi diferente e, segundo os representantes do movimento Vem Pra Rua Blumenau, cerca de 12 mil pessoas tomaram o centro da cidade para o protesto.

O verde e amarelo davam cores à manifestação, as faixas e cartazes pediam a prisão de Lula até a intervenção militar. Os manifestantes se reuniram às 16h em frente à prefeitura e, cerca de meia hora depois, o ato começou oficialmente. Em respeito aos mortos na tragédia com o avião da Chapecoense, um minuto de silêncio foi feito antes da execução do Hino Nacional. O ato seguiu em direção à Rua Sete de Setembro, em marcha até a altura da Alameda Rio Branco, onde os manifestantes voltaram pela Beira-Rio. Em nenhuma das ruas o trânsito foi totalmente bloqueado e a Guarda de Trânsito deu apoio na orientação aos manifestantes e motoristas.

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( Foto: Blog do Jaime )

Brasil – Em São Paulo, as manifestações concentraram-se na avenida Paulista, a partir das 14h; organizadores falam em 200 mil pessoas. Em Brasília, a chuva dispersou os manifestantes; a organização calculou 30 mil pessoas. Em Curitiba, o ato foi em frente à sede da Justiça Federal; a organização estimou o público em 50 mil.

Pacote contra a corrupção – Inicialmente, os protestos seriam contra a proposta de conceder anistia ao crime de caixa 2, articulada na Câmara. A medida, porém, foi deixada de lado pela cúpula do Congresso e pelo governo, em meio a manifestações contrárias e à crise envolvendo o ex-ministro da Cultura Marcelo Calero, que levou à saída de Geddel Vieira Lima da Secretaria de Governo.

As manifestações passaram a focar, então, no pacote de medidas anticorrupção, aprovado pela Câmara na madrugada de quarta-feira, 30 de novembro. O texto aprovado pela Câmara, porém, sofreu diversas mudanças. Dos dez tópicos originais, apenas quatro foram mantidos – outros três pontos foram adicionados pelos deputados.

Uma das alterações prevê que juízes e promotores respondam por crime de abuso de autoridade. Os membros do judiciário e do Ministério Público criticaram a decisão. Em debate no Senado, o juiz Sérgio Moro classificou a votação como “emendas da meia-noite”. Segundo críticos, a votação teria sido feita num momento de comoção nacional, por causa do acidente aéreo com a equipe da Chapecoense, a Câmara nega tal motivação.

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