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Mais que um exercício físico, uma terapia para as futuras mamães

Oito de setembro. 14 horas. Adriana Maia Hoepers sentia as dores que indicavam que em breve teria seu bebê nos braços. Grávida de 37 semanas, apesar da ansiedade, ela conseguiu manter a calma até chegar no hospital. Praticante de Pilates, mesmo antes da gravidez, ela conta que o exercício físico,…

19 de setembro de 2011

Oito de setembro. 14 horas. Adriana Maia Hoepers sentia as dores que indicavam que em breve teria seu bebê nos braços. Grávida de 37 semanas, apesar da ansiedade, ela conseguiu manter a calma até chegar no hospital. Praticante de Pilates, mesmo antes da gravidez, ela conta que o exercício físico, que alia fortalecimento muscular e respiração, foi essencial para um bom parto; que foi inclusive, normal.
Durante todo o trabalho de parto, ela teve o auxílio e acompanhamento da instrutora, fisioterapeuta, com certificação internacional em Pilates, Lucimar Gonçalves. Exercícios eram realizados entre uma contração e outra, o que acabou colaborando com o processo de dilatação, que segundo Adriana, durou apenas meia hora.
Adriana também conta que praticando essa atividade física, ela teve uma recuperação muito rápida. Algumas horas depois, Adriana relata que ainda havia um desconforto abdominal por causa do inchaço, mas que conseguia realizar todas as outras atividades rotineiras, como tomar banho, normalmente. Além disso, em 15 dias recuperou o peso que tinha antes da gravidez.
De acordo com a fisioterapeuta, a técnica do Pilates no pré-parto, atua com o intuito de minimizar ou até mesmo prevenir os desconfortos e patologias decorrentes das alterações que ocorrem nas gestantes.
Proporciona um maior cuidado com o corpo e uma maior interação entre a mãe e seu bebê, auxilia na manutenção do peso corporal, promove relaxamento e melhora a qualidade de vida, prepara para o parto e favorece uma recuperação mais rápida (independente do tipo de parto) e consequentemente, diminui as complicações no pós-parto.
Lucimar ainda explica que durante o parto, o fisioterapeuta atua como um facilitador do trabalho de parto para que seja mais rápido e menos doloroso. A atuação ocorre em ambiente hospitala orientando posturas e exercícios que aliviam a dor, favorecem a contração uterina, a abertura pélvica e a dilatação.
Já no pós-parto atua de forma imediata e tardia, visando prevenir e tratar disfunções musculoesqueléticas, uroginecológicas, complicações do sistema circulatório e respiratório, diminuir possíveis desconfortos e quadro de dor e orientar sobre a amamentação e atividades de vida diária.

Pilates: Benefícios na gestação e na vida
O Pilates vem ganhando cada vez mais espaço em estúdios e academias de todo o mundo. O método integra o corpo e a mente na realização de movimentos que exigem força, controle, concentração, equilíbrio e alongamento muscular. Além disso, essa atividade física é uma excelente opção para as gestantes em busca de uma melhor qualidade de vida durante a gestação.
A técnica ajuda a eliminar dores; amplia a capacidade de realizar movimentos com baixo impacto articular; possibilita a obtenção de força e equilíbrio muscular; melhora a coordenação motora e promove a correção postural. Também é considerada uma atividade anti-estresse, capaz de proporcionar bem-estar físico e mental.
Os exercícios podem ser praticados por pessoas de todas as idades e níveis de condicionamento físico. As gestantes conseguem atingir todos os benefícios da prática, principalmente com a melhora da circulação e diminuição de dores musculares decorrentes das alterações posturais da gravidez. Segundo a fioterapeuta Heloísa Raquel Jandre, “os exercícios ajudam na hora do parto (normal ou cesárea), fortalecendo a musculatura pélvica, o que proporciona uma melhor sustentação desta região para o peso do feto, além de estimular o desenvolvimento da musculatura do abdome”. A interação entre o corpo e a mente durante a prática da atividade, conscientiza a gestante sobre as modificações fisiológicas e psicológicas, dando maior suporte para o parto.
No Método Pilates, a respiração é a base de todos os exercícios, capaz de promover relaxamento, induzindo à calma, de forma eficaz, os níveis de cortisol (hormônio do estresse), facilitando também a realização do parto.
A prática tem ainda efeito preventivo. A aluna de Pilates adquire um maior alongamento, equilíbrio e força na região da coluna, principalmente a lombar. Grande parte das dores presentes na gravidez, são ocasionadas pelo despreparo da musculatura para sustentar o aumento de carga gerado pelo novo tamanho do ventre e dos seios. Com a prática do Pilates, após o parto, o retorno à antiga forma é muito mais rápido e eficaz.
A indicação para a prática do Pilates, como para qualquer outra atividade, é a partir do 3º mês, “pois é no primeiro trimestre que ocorre a formação fetal e uma grande liberação hormonal”, explica a fisioterapeuta. Todos os exercícios são adaptados conforme cada fase da gestação. A contraindicação é relativa e depende de cada caso. Por isso, sempre é importante consultar um médico (ginecologista/obstetra) para autorização da prática dos exercícios.

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