Mãe em tempo integral
Relita Porath, esportista pomerodense, além de ser mãe de dois
filhos, carrega o título de “mami” no Feminino Porath
Um dos ícones do esporte pomerodense, Relita Porath, é conhecida por ser a “Mami” do Feminino Porath. Além de seus dois filhos, a atleta carrega a responsabilidade de ser a “segunda mãe” das meninas da equipe. E tudo começou por um acaso, em uma festa, há cerca de dez anos. “O apelido surgiu em uma festa. As meninas do futebol foram comprar um chope e não quiseram vender, por achar que elas fossem menores de idade. Até que, quando fui pegar uma bebida para mim, uma das meninas me chamou de “Mami”, e acabou ficando assim. Acredito que pelo fato de eu ser mais velha, estar comandado o time, acabo sendo, realmente, uma mãe para elas”.
Relita começou no esporte muito cedo, participando de diversas modalidades e somando conquistas durante seus quase 50 anos de idade. “Comecei no futebol por conta da empresa. Ia assistir aos jogos e, conversando com algumas amigas e esposas de funcionários, pensamos em montar um time. Meu gosto pelo esporte começou cedo. Sempre gostei de atletismo, já participei dos jogos estudantis, na modalidade de handebol. Sempre gostei de futebol, acredito que pela influência dos meus irmãos. No ano passado, conquistei um dos títulos mais importantes para mim. Participei dos 21 quilômetros da Meia Maratona de Pomerode, e, pela primeira vez, minha mãe, Anelise, me aguardava na chegada. Esse momento foi muito especial para mim”.
Além de ser a “Mami” do Feminino Porath, Relita tem dois filhos, os quais, para ela, são seu motivo para viver. “O esporte apareceu na minha vida, justamente por eu não poder engravidar. O esporte era uma válvula de escape, até pela questão psicológica. Durante o futebol, tive meu primeiro filho, aos 34. E, aos 36, tive o segundo. A maior bênção de Deus são meus filhos, pois eles são partes de mim. Sem eles, seria incompleta. Eles aceitam bem o fato de eu ser uma esportista. Dei um tempo no esporte quando eles nasceram, mas logo voltei. No início levávamos eles juntos aos jogos. Tanto que hoje, nenhum dos dois quer saber de jogar”, brinca. “Eles aceitam tudo numa boa. Eles sentem muito orgulho de mim”.
Para finalizar, Relita deixa uma mensagem a todas as mães, que, assim como ela, batalham todos os dias por suas famílias. “A mulher, além de ser mãe, não pode esquecer de si mesma. O esporte, muitas vezes, vem como uma válvula de escape para todo o estresse. Quando uma mulher se frustra, acaba passando isso aos filhos. Meu marido diz que sempre tento abraçar o mundo, mas é complicado. Além de ser mãe, esportista, ter meu emprego, sou mulher também. A mulher tem que estar satisfeita consigo para estar bem. Ela não pode deixar de ser ela mesma. Dá para administrar tudo, como eu faço, sendo mãe dos meus filhos biológicos, esportista, mulher, além de ser a ‘Mami” do Feminino Porath”.