Geral

Literatura: recurso dadivoso

UEJA

5 de outubro de 2010

 Aula de Língua Portuguesa, de Arte, de Literatura ou aula de História do Brasil?
Na pauta do dia, Analogia entre os textos Tarsila do Amaral e o Aleijadinho.

– Analogia? O que é isso? Explicamos:

– Analogia são pontos de semelhança entre coisas diferentes. Dá para entender? Foi o que aconteceu durante as aulas de Língua Portuguesa com a Professora Célia.
Tarsila do Amaral foi protagonista no cenário artístico no século XIX. Neta de grandes proprietários de terras, bonita, charmosa, culta, inteligente, falava e estudava várias línguas. Tarsila era uma mulher fascinante e uma grande pintora. Sua obra mais famosa foi o quadro ?ABAPORU? (palavra da língua dos índios que quer dizer antropófago). Sugerimos que você procure saber mais sobre a história que envolve Tarsila. É bem interessante! É o Modernismo! É a Semana da Arte Moderna chegando!

Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho. Conhecido em todo o Brasil pelas obras de arte que deixou em várias cidades mineiras. A obra de maior destaque é Os Doze Profetas, em Congonhas do Campo. Aleijadinho protagonizou, nas esculturas, o cenário artístico no século XVIII. É a Arte Barroca. É a problemática religiosa da época. E, o nosso Aleijadinho, grava suas obras, para sempre, na pedra sabão de Congonhas. Você já foi a Minas Gerais? Não! Então, vá! Não é uma boa sugestão? Procure pesquisar mais sobre a vida de Aleijadinho.

Durante as aulas, na companhia da Professora Célia, as analogias aconteciam. Muito interessante, dentro da linha do tempo. Dois grandes artistas. Cada um em sua época. Cada um, num segmento artístico. Tarsila pintora. Aleijadinho escultor. Isto é analogia. Deu para entender?

A aula foi muito bacana. Um show de cultura, pois através da leitura de textos da Literatura Brasileira fizemos grandes descobertas. Convidamos Frederick A. Keller (Professor Formado em Filosofia pela USP de São Paulo, hoje atuando como Professor de História e Geografia na UEJA, Professor de Sociologia e Filosofia na Escola Estadual Básica Prudente de Morais e Professor de Filosofia no Colégio Energia) para endossar e relacionar esta percepção importante que a leitura promove na formação do cidadão:

– ?É a prática da leitura que contribui para o desenvolvimento do pensamento lógico e cria a capacidade de formular e expressar adequadamente ideias e intenções. Sem essas habilidades, o ser humano não consegue viver e realizar-se plenamente em sociedade e a escola não pode prescindir da ajuda da leitura na tarefa de educar ?.

Ao trabalhar a leitura, é preciso permitir a identificação e a síntese das ideias básicas do texto, as relações intertextuais possíveis, a compreensão dos significados veiculados, o reconhecimento de fatos, de personagens, a localização temporal e espacial, o entendimento do vocabulário e da pontuação.

Nos meandros dos textos, as aulas de Língua Portuguesa, Arte, Literatura e História do Brasil se mesclavam. Que beleza! O conhecimento com compartimentos. E, muito mais, a estrutura linguística, literalmente dita, ou seja, a Língua Portuguesa (sinais de pontuação, acentuação, classes gramaticais, sintaxe, semântica,…) presentes no processo. O todo!

A literatura como recurso didático pedagógico dadivoso no processo ensino-aprendizagem… Transcendeu o objetivo inicial. Que legal! E, não foi romper com as normas tradicionais de fazer aula, todavia, buscar uma forma e atitude de abordagem, digamos, uma pouco nova. E nesta situação de captura do objeto em estudo (analogia) uma sequência didática foi muito bem planejada. E esta valeu!
Para concluir, e a título de curiosidade… Hoje, Tarsila, nossa grande mulher brasileira artista-pintora, é lembrada no perfume ?TARSILA? nome de uma fragrância do Boticário. Acreditamos que a homenagem é justa, pois Tarsila é uma figura na Literatura (Arte) da História do Brasil.

Aluno Maico I. Wilhelm e a Professora Célia Kamchen

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