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por Roberta Anastácio

16 de setembro de 2011

Picada de aranha marrom
Na semana passada, dois cães foram picados provavelmente por uma espécie de aranha marrom, o que causou sérios danos a ambos, sendo que um deles, infelizmente foi a óbito.
Um deles, da raça Weimaraner, foi picado durante a madrugada e em poucos minutos um enorme edema se formou na região do ombro do animal. Sua “mãe” humana, somente ficou sabendo pois o outro cão da casa começou a chorar olhando inquieto para o cão picado e se recusava a entrar na casinha que ambos usavam para dormir. Pensando que pudesse ser por frio, a mãe humana os colocou dentro de casa. Mas o animal não conseguia ficar parado e foi então que ela observou uma quantidade grande de sangue saindo da região do ombro do animal. Ao amanhecer, o cão foi levado para a Clínica Veterinária Toda Fauna, onde constatou-se aumento de temperatura e imediatamente o animal foi medicado e colocado no soro, pois a toxidade do veneno pode afetar os rins. No mesmo dia, uma outra cachorrinha também foi picada por uma aranha, porém, por se tratar de uma pinsher, que no frio adorava ficar enroladinha em seu cobertor, não foi observado que havia um aumento de volume na região da picada, que era próximo a uma das “tetinhas” e ela foi levada à clínica, dois dias após o acidente, chegando completamente debilitada. Neste caso, inicou-se uma verdadeira corrida para tentar livrar a cachorrinha de uma septicemia, insuficiência renal entre outros. Exames laboratoriais foram realizados e os rins não estavam nada bem. A pequena Milly foi submetida ao internamento intensivo, com soroterapia 24 horas e começou a responder bem ao tratamento. Após alguns dias, Milly já pôde voltar para casa, pelo menos para dormir e ficar perto de seus pais humanos. Infelizmente numa manhã, ao retornar para a clínica, Milly não estava muito alegre e foi mais uma vez submetida a soroterapia, porém não resistiu, vindo a óbito. As picadas de aranhas normalmente ocorrem quando a aranha fica presa na cama ou no cobertor do animal e causa uma lesão dermatonecrótica que desencadeia uma série de alterações nas células sanguíneas e nos rins, podendo levar a coagulopatias e morte.
A dor causada pelas ferroadas podem durar de 6 a 8 horas seguidas, de úlcera e coceira. Normalmente a lesão é clássica, em alvo, podendo após 2 semanas deixar uma úlcera profunda e não cicatrizada sobressaindo nos tecidos musculares. O que pode ser menos comum é observar ao exame de sangue uma anemia hemolítica, porém manifestações sistêmicas são possíveis nos primeiros 2 a 3 dias depois do envenenamento como febre, calafrios, fraqueza, erupções, náuseas etc…
O tratamento é de suporte, à base de fluidoterapia, antibioticoterapia durante pelo menos 10 dias. O quanto antes o animal for socorrido, mais chances os veterinários têm de salvá-lo. Até que o ferimento esteja cicatrizado, a monitoração deve ser feita semanalmente.
Cuide de seu animal de estimação com carinho!

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