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Lei proíbe exposição e venda de animais em vitrines e gaiolas

Quem não cumprir a norma deverá pagar multa e pode sofrer outras punições

30 de janeiro de 2015

Começou a vigorar em todo o território nacional a lei que estabelece a proibição da venda e exploração de animais em vitrines e gaiolas. As resoluções foram publicadas no Diário Oficial da União.

De acordo com a legislação, as lojas especializadas nos cuidados e na venda de animais de estimação terão que adequar os animais em um ambiente livre de exposição a barulhos, com acesso restrito para as pessoas, locais mais luminosos e também cada animal deverá ser adequado ao seu habitat natural.

A norma nacional foi criada para todas as lojas especializadas, e também para os profissionais e veterinários. Caso não atendam essas regras, estarão sujeitos a pagar uma multa e também punições administrativas.

Para a veterinária Roberta Bionda, esta é uma lei válida, pois muitas vezes os animais não estão em locais adequados, o que pode acabar prejudicando eles e os seres humanos. “Os animais ficam por muito tempo em locais pequenos. Isso não é legal. O certo seria eles ficarem em locais maiores e no máximo por uma semana, pois assim, diminuiriam os riscos de contágio de doenças, tanto por parte de pessoas, quanto de outros animais. O que eu considero mais certo é o animal ser comprado em canil e então, ser levado já comprado, para um pet shop ou agropecuária, para que ele fique um período ali sob observação e receba as vacinas necessárias, para poder então ser levado para seu novo lar. O problema é a grande circulação de pessoas e outros bichos, o que pode levar a transmissão de doenças, como as temíveis viroses. Todo cuidado é pouco nesse aspecto”. Roberta ainda alerta para o risco de que esses problemas possam ser levado para a casa do novo dono. “Pode ser que o animal seja contaminado com um vírus ou bactéria ainda no estabelecimento, e indo para casa, dependendo da patologia, ele pode infectar também as pessoas. Novamente, todo cuidado é pouco”, explica.

Ainda segundo a veterinária, a questão da grande circulação de pessoas e a interação delas com os bichos, não interfere no comportamento dele. “Tem pessoas que as vezes brincam ou provocam o animal da vitrine. Ele pode até ter uma comportamento agressivo momentâneo, mas nada que vai interferir no convívio familiar do pet com a família que o adotar”, comenta.

Roberta ainda alerta para o cuidado com a saúde e o bem-estar do animal e explica que é importante sempre procurar um local e um profissional de confiança. “Muito cuidado na hora de procurar ajuda para o seu bichinho. Sempre vá em busca de veterinários, pois eles sabem indicar o melhor tratamento para seu animalzinho. Medicação errada pode causar óbito ao animal. Por isso os veterinários são tão importantes. Prezar pela saúde e bem-estar do animal é dever de seu dono”. E deixa um apelo. “Espero de verdade que esta lei seja fiscalizada corretamente”.

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