JP participa de oficina promovida pelo Ministério Público, em Blumenau
Parceria entre imprensa e MP é debatida durante encontro, que contou com a presença de veículos do Médio Vale do Itajaí.
Como a imprensa pode fazer as denúncias da população chegarem ao Ministério Público, em quais situações a atuação do jornalista ajuda ou atrapalha o trabalho do Promotor de Justiça, como o cidadão pode saber se pode receber auxílio da Instituição e como aperfeiçoar a relação dos profissionais da imprensa com os Promotores de Justiça foram os principais temas debatidos na oficina ?Ministério Público como fonte de notícias?, realizada na manhã de quinta-feira (14/10), em Blumenau, no salão do Júri do Fórum da Comarca.
Participaram 16 profissionais de veículos de comunicação de Blumenau, Timbó, Apiúna, Ascurra, Gaspar e Pomerode. Representando o município, três profissionais do Jornal de Pomerode se fizeram presentes.
Pelo Ministério Público, estiveram os Promotores de Justiça Maria Luzia Beiler Girardi, Luciano Trierweiller Naschweng, Fabiano Henrique Garcia, Maristela Nascimento Indalêncio, Kátia Rosana Pretti Armange, Ricardo Marcondes de Azevedo e Gustavo Mereles Ruiz Diaz, da Comarca de Blumenau. A Assistente de Promotoria Andréia Aparecida Lopes participou representando os Promotores José Renato Côrte e Alexandre Daura Serratine, da Comarca de Timbó.
Na oficina, todos destacaram a importância da parceria entre a imprensa e o Ministério Público. ?Ela é muito importante. A maioria dos termos de ajustamento de conduta que eu firmei na área do meio ambiente foi por receber as informações pela imprensa?, destacou o Promotor de Justiça Luciano Naschweng, que explicou, na abertura da oficina, o papel do Ministério Público e as atribuições do Promotor de Justiça.
?Em certas situações a imprensa é de vital importância para que nosso trabalho atinja a coletividade?, afirmou a Promotora e Justiça Kátia Rosana Pretti Armange. A necessidade de que alguns procedimentos de apuração sejam resguardados até sua conclusão foi explicada pela Promotora de Justiça Maria Luzia Beiler Girardi.
?Principalmente na área criminal, enquanto está sendo feita a investigação, quanto menos se falar, mais certo dará a investigação. No tempo certo e oportuno a imprensa poderá ser informada, até para que a sociedade tenha conhecimento?, explanou.
?Para que a sociedade seja bem defendida, é fundamental que a sua palavra chegue até o Promotor, e muitas vezes ela chega através da imprensa?, reforçou o Promotor de Justiça Ricardo Azevedo.
Alguns exemplos de resultados positivos de informações que o Ministério Público recebeu de veículos de comunicação foram mostrados pelo Promotor de Justiça Fabiano Garcia. ?O impacto que um crime tem na sociedade ocorre pela divulgação da imprensa, e o Ministério Público como representante da sociedade caminha ao lado da divulgação?, afirmou.
Gustavo Diaz lembrou ainda que muitas vezes uma notícia da imprensa causa expectativas na comunidade de que o Ministério Público vá solucionar o problema, e que os jornalistas ajudam inclusive a cobrar providências do poder público e das Promotorias. ?Nós precisamos muito dessa parceria?, disse Maristela.
“Para que a sociedade seja bem defendida, é fundamental que a sua palavra chegue até o Promotor?
Ricardo Azevedo [Promotor de Justiça]