Jogo de Superação
A atleta Roseli Eyng Klug, de 44 anos, se envolve em diferentes
modalidades no decorrer das Olimpíadas Entre Empresas de Timbó.
Xadrez, voleibol, dominó, futebol, handebol. Estas são apenas algumas das modalidades nas quais a atleta e empresária Roseli Eyng Klug, de 44 anos, participa nas Olimpíadas Entre Empresas de Timbó. A disposição e superação a cada novo jogo é resultado de uma equipe unida, não apenas dentro de quadra, mas nas atuações no ambiente de trabalho. A coleção de troféus e medalhas nas instalações da empresa Paladar Culinária Industrial, de Timbó, cresce a cada nova disputa da competição. O segredo para tanto envolvimento com as diversidades esportivas? “Quando a modalidade da semana é handebol, é só nessas jogadas que pensamos. Mas quando começa o xadrez, por exemplo, respiro fundo, esqueço-me das outras modalidades e, de repente, é como se eu tivesse feito isso há muito tempo”, conta Roseli em meio a sorrisos, que prevaleceram no decorrer da entrevista.
“Amo o esporte. É algo que está no sangue, que faz a diferença. É o momento em que esqueço tudo. São pelo menos duas horas nas quais não penso em mais nada. O desafio do esporte me encanta. Você prova para si mesmo que pode melhorar sempre.”
Como e quando iniciou a participação nas Olimpíadas Entre Empresas desde o ano de 2004. A inscrição da empresa Paladar Culinária Industrial é para todas as modalidades. Incentivamos bastante a participação dos funcionários. Levo para casa, busco para disputar as partidas, lavo uniformes. Nossa equipe é muito unida. Jogo basquete, handebol, dominó, etc. Mesmo que não gosto muito de jogar futebol, participo para colaborar com o meu time. Temos mais de 100 funcionários e destes, pelo menos oito estão envolvidos com todas as modalidades da competição.
Montamos a nossa equipe e chegamos para fazer a diferença. O objetivo é fazer um ponto. Vamos sempre com uma finalidade, como a expectativa de melhorar a cada participação ou mesmo, jogo. Organizamos os naipes masculino e feminino. Meu marido coordena as equipes masculinas e eu, as femininas.
Quantas conquistas já se somaram ao decorrer da participação?
Nas Olimpíadas Entre Empresas de Timbó, acredito que são mais de 30 medalhas. Só em 2010, alcancei cinco: três de ouro e duas de prata. Conquistei o 1º lugar no futsal, dominó e xadrez. Já a 2ª colocação foi no handebol e voleibol.
Além desta competição, como é o seu envolvimento com o esporte? Como iniciou a paixão esportiva?
Sou natural de Salete (SC), mas timboense de coração, pois moro no município desde os sete anos. Desde a época escolar, sempre participei das competições esportivas. Nos Jogos Estudantis, lá estava eu, na disputa em todas as modalidades. Depois disso, sempre tive um time para treinar. Semanalmente, jogo voleibol e amo xadrez. Uma vez ou outra, tem alguém que me convida para participar de alguma competição. Também incentivo bastante os meus filhos a praticarem esporte.
Qual é a importância da prática esportiva para os funcionários da empresa?
Incentivamos a participação nas Olimpíadas Entre Empresas de Timbó mesmo. A questão não é só ganhar ou perder. A mesma garra que temos em quadra, temos dentro da empresa. A união em equipe, na competição, se reflete no trabalho. Não misturamos as questões, o jogo é lá e o trabalho é aqui. Mas todos têm um mesmo objetivo, e a união faz a diferença. Isso também traz a superação. Às vezes, não temos ninguém no banco de reservas e todos dão o seu máximo para que o resultado seja o melhor possível. A dificuldade da superação é o que os torna cada vez melhor e mais unidos. Somos tão integrados e um ajuda ao outro, ao ponto de falar: “não vou competir, mas cuido do seu filho para que você possa jogar”. Já estamos preocupados em o que fazer para melhorarmos em 2011.
Valorizo muito tudo o que foi feito para chegar lá, não só pela medalha. Tudo pelo time. A história que está por trás vale muito. A superação emociona. Fico muito feliz pelos resultados na competição e dentro da empresa.
Como você avalia a consolidação das Olimpíadas Entre Empresas de Timbó?
O esporte é muito forte em Timbó. As empresas também realmente levam a sério a participação na competição. Há muitas quadras municipais e de escolas e todas sempre estão ocupadas. Isso é muito bom. Dentro da própria competição, há muitos atletas bons, que se destacam. A cada ano, o nível aumenta. Isso é perceptível na pontuação, pois as equipes alcançam números maiores a cada edição. A qualidade também melhora constantemente. Além disso, o público prestigia e se envolve cada vez mais.
Como você concilia a participação em tantas modalidades?
Quando disputamos o handebol numa semana, dedico-me exclusivamente àquela modalidade. Assim que acaba essa, penso na outra. Sinto a mudança apenas no primeiro dia de disputa da nova partida. Depois, parece que eu só jogava isso. Você não percebe nem o tempo passar. Na empresa, sou a proprietária. Mas no time, sou como qualquer outra atleta. Geralmente, procuramos alguém que possa coordenar as especificamente as modalidades em equipe.
Muitas situações são vivenciadas no decorrer de participações em competições. Qual foi uma das mais marcantes?
Foram realmente vários momentos marcantes. Vou citar um que mostra a união da nossa equipe, que tanto enfatizei. Foi a nossa primeira participação no handebol. Não havia reservas e logo no início do primeiro tempo, uma jogadora quebrou o pé. Mas para não deixar o time na mão, ela ficou ali, em pé, suportando a dor. Foi o espírito de equipe que falou mais alto.
O que o esporte representa em sua vida?
Amo o esporte. É algo que está no sangue, que faz a diferença. É o momento em que esqueço tudo. São pelo menos duas horas nas quais não penso em mais nada. O desafio do esporte me encanta. Você prova para si mesmo que pode melhorar sempre. Na vida, é a mesma coisa: a vontade de aperfeiçoamento é constante. Além de todos os benefícios à saúde, torna as pessoas líderes e traz melhoras em todas as áreas. A rapidez de raciocínio também é grande. Todos os pais que puderem, incentivem seus filhos ao esporte.
“Quando disputamos o handebol numa semana, dedico-me exclusivamente àquela modalidade. Assim que acaba essa, penso na outra. Sinto a mudança apenas no primeiro dia de disputa da nova partida. Depois, parece que eu só jogava isso.”
““A questão não é só ganhar ou perder. A mesma garra que temos em quadra, temos dentro da empresa.
A união em equipe, na competição, se reflete no trabalho.”