Jesus Festival arrecada R$ 14,2 mil para o CEAMA e mais de 400 quilos de ração em ação beneficente
Evento reuniu cerca de 500 pessoas em uma programação com carros antigos, motos, rock e atividades para toda a família; organização já projeta uma segunda edição
Foto: Divulgação
O Jesus Festival terminou com resultados que superaram as expectativas da organização. Realizado com uma proposta beneficente e reunindo apaixonados por carros antigos, motos e rock, o evento arrecadou R$ 14.235 destinados ao CEAMA (Centro de Atendimento à Criança, ao Adolescente e à Família) e aproximadamente 400 quilos de ração, que foram encaminhados ao sítio da dona Lúcia.
De acordo com o organizador, Jonatan Raduenz, a estimativa é de que aproximadamente 500 pessoas tenham passado pelo evento, considerando a numeração das pulseiras e aquelas que não chegaram a ser vendidas nos pontos de comercialização.

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Além da programação musical e da exposição de veículos, o festival também contou com um sorteio de uma placa preta, certificação concedida a veículos que atendem a critérios de originalidade e preservação.
A ganhadora foi Liliane Gretel, que participou do evento com um Fusca. Como o veículo não apresentava todas as características necessárias para receber a placa, conforme as regras do sorteio, ela optou por realizar a vistoria de uma Brasília que possui. O segundo veículo estava apto a receber a placa preta devido à sua originalidade.

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Organização enfrentou desafios antes do evento
Para Jonatan, o resultado ganhou ainda mais significado diante das dificuldades enfrentadas durante a preparação do festival.
Entre os obstáculos estava a previsão de chuva forte para o fim de semana. No sábado, apesar de uma abertura de sol pela manhã, o tempo permaneceu nublado durante boa parte do dia, com registro de uma leve garoa.

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Outro desafio, segundo o organizador, foi a proposta do próprio evento. A realização de um encontro 100% beneficente, com carros antigos, motos e rock, não é algo tão comum, o que inicialmente poderia gerar dúvidas sobre a adesão do público.
Além disso, outro grande evento acontecia na cidade no mesmo período, atraindo moradores e turistas.
A organização também começou sem dinheiro em caixa. Jonatan conta que precisou buscar patrocinadores e explicar individualmente a proposta, o destino do lucro e como funcionaria a realização do festival.

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As bandas também foram fundamentais para que o evento saísse do papel. Sem condições de pagar os cachês antecipadamente ou mesmo garantir que haveria recursos suficientes após o festival, os músicos aceitaram participar sem custo.
Além da parte artística, houve ainda toda a estrutura necessária para a realização do evento, incluindo busca por local, sonorização, iluminação, alvarás, segurança e demais exigências legais.
Momento no palco marcou organizador
Apesar dos obstáculos, Jonatan avalia que o resultado foi positivo e guarda uma lembrança especial do encerramento.
Após a última banda terminar a apresentação, ele subiu ao palco para agradecer ao público. Ao olhar para a plateia e ver as pessoas aplaudindo e aproveitando o momento, teve a dimensão do que havia sido construído.
Mais tarde, já durante a madrugada, enquanto desligava as luzes e via o salão vazio, relembrou a movimentação de poucas horas antes: o público reunido, as bandas tocando, crianças brincando nos brinquedos infláveis e grupos de amigos conversando e tomando chope.

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Foi naquele momento, segundo ele, que veio a sensação de que todo o trabalho havia dado certo.
“Caracas, eu organizei um negócio desse tamanho e isso deu certo”, relembra Jonatan.
Outra lembrança citada por ele foi a reação da irmã Franciele quando soube dos planos para o festival. Conforme Jonatan, ela chegou a questionar a ideia de organizar um evento daquele tamanho começando do zero, especialmente porque novas atrações surgiam conforme a organização avançava.
Segunda edição do Jesus Festival é planejada
Com os resultados e os retornos recebidos do público, Jonatan afirma que pretende realizar uma segunda edição do Jesus Festival.

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A ideia, segundo ele, é manter a proposta beneficente e buscar aprimorar a estrutura, com mais tempo de organização e novas atrações.
“Sim, eu realmente pretendo fazer a segunda edição do JESUS FESTIVAL”, afirma.
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Para a próxima edição, a organização deverá novamente passar pela busca de patrocinadores, escolha do local, contratação ou parceria com bandas e montagem de toda a estrutura necessária.