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Jaraguá do Sul está entre os municípios que deve ter uma escola cívico-militar

O modelo de escola cívico-militar proposto pelo Ministério da Educação (MEC) começou a ser implantado em Santa Catarina.

25 de fevereiro de 2020

O modelo de escola cívico-militar proposto pelo Ministério da Educação (MEC) começou a ser implantado em Santa Catarina. Neste primeiro momento, as cidades de Palhoça, Biguaçu e Chapecó foram contempladas. Jaraguá do Sul, que já tinha manifestado interesse em aderir à proposta, está na lista dos próximos municípios que podem receber uma unidade cívico-militar, em breve.

De acordo com o comandante da 12ª Regional da PM em Jaraguá, Coronel Amarildo de Assis Alves, o recrutamento de policiais da reserva e de voluntários foi iniciado. No entanto, ainda não há datas definidas para a implantação do modelo.

A pedido do Estado, a Gerência de Educação de Jaraguá do Sul indicou duas unidades aptas a adotar o modelo, de acordo com suas estruturas. São elas: Escola de Ensino Médio Lino Floriani, no bairro Três Rios do Norte; Escola de Educação Básica Alvino Tribess, no Vieira.

O gerente regional de Educação, Fernando Alflen, comenta que o tema surgiu em Jaraguá há cerca de um mês e que, nesta forma de gestão, o governo estadual é responsável pela coordenação pedagógica, e o setor de Segurança Pública, pela administração da unidade.

As escolas cívico-militares podem ser implantadas em estruturas municipais e estaduais. Conforme o comandante, no ano passado, foi feito um projeto-piloto na escola Francisco Salomão, no bairro Três Rios do Norte. Nele, os policiais estavam mais presentes na rotina dos alunos e professores, dando ênfase para questões de disciplina e cidadania. “O resultado foi muito positivo, o comportamento das crianças mudou, elas ficaram mais amigáveis e a confiança entre família, alunos e polícia, aumentou. Por isso, acredito que este modelo é muito bem-vindo na cidade. A PM já faz um excelente trabalho com o Proerd, abordando sobre drogas e bullying”, avalia o comandante da 12ª Regional.

 

Um monitor para cada 60 a 80 alunos

A proposta do MEC prevê que os militares complementem o trabalho dos servidores da Educação, com três oficiais ocupando cargos de gestão na escola, sendo um diretor administrativo, um diretor pedagógico e um coordenador.

Os gestores prestarão apoio ao diretor civil, eleito pela comunidade escolar em 2019 e que segue como o responsável pela unidade de ensino.

Para acompanhar a rotina dos alunos e reforçar as atividades de civismo e cidadania, as escolas também receberão soldados e cabos para exercerem a função de monitores.

A quantidade será definida de acordo com o número de estudantes de cada escola, com um monitor para cada 60 a 80 alunos da unidade escolar.

 

Cinco valores devem nortear trabalho dos militares

O regimento interno do programa do governo federal destaca que os profissionais do quadro militar devem atuar com base em cinco valores: honestidade, civismo, dedicação, excelência e respeito.

Eles também irão orientar os alunos sobre disciplina, criar ações de educação cívica, auxiliar na conservação da unidade, organizar eventos e oferecer apoio socioemocional em situações de bullying.

Fonte: OCP News

 

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