Informação guardada com carinho
O que leva uma pessoa a guardar cerca de 500 edições der um jornal, provenientes de quase dez anos de assinatura?
O que leva uma pessoa a guardar cerca de 500 edições der um jornal, provenientes de quase dez anos de assinatura? Pois bem, a resposta pode ser dada por Edeltraud Volkmann, uma simpática aposentada de 62 anos. Ela possui uma assinatura do Jornal de Pomerode desde julho de 2003 e, neste período, recebeu o periódico em sua residência, ininterruptamente.Eu tenho um armário que serve só para guardar os jornais antigos, bem como duas caixas, que também possuem exemplares. Eu guardo os jornais porque sei que uma boa parte da história de nosso município está inserida nas páginas do Jornal de Pomerode, diz. Seu marido, Lauro Goede, de 66 anos, concorda com ela, enaltecendo que um dia seria pouco para ver todo o conteúdo armazenado.
Edeltraud diz que, quando o jornal chega, ela deixa de lado o que está fazendo e vai conferir as notícias. Eu dou uma olhada rápida e no fim de semana, com mais calma, posso ler todas as notícias. Eu não tenho nenhuma preferência por seção, leio tudo o que sai no jornal, conta. Já Lauro é enfático: a primeira coisa que eu leio é a Previsão do Tempo. Como trabalho com produção e comércio de hortaliças, preciso estar informado sobre o tempo.
Segundo o casal, apesar de ser uma cidade pequena, em Pomerode acontece muita coisa e ter um jornal bissemanal é ótimo, pois temos a oportunidade de saber de todas as informações. Mas eu fico triste quando más notícias são veiculadas. Infelizmente, nem só de coisas boas o jornal vive e eu sei que muitas delas estão começando a acontecer em nossa cidade, como roubos e acidentes. Mesmo assim, elas podem servir de alerta para as outras pessoas, ressalta Edeltraud acrescentando que, quando o seu filho leva o periódico para casa, ele precisa trazer de volta, para que a coleção não fique incompleta.
Em dez anos, o Jornal de Pomerode passou por muitas transformações, desde a sua linha editorial, como no seu layout. E essas mudanças foram percebidas pelo casal. O jornal está mais bonito e mais fácil de ler, bem melhor que uma bula de remédio, diz Lauro, aos risos. Edeltraud acrescenta, dizendo qual foi a matéria que mais a marcou. Foram muitas ao longo destes anos, mas a que eu considero muito foi veiculada na edição 119, em setembro de 2003, que fala sobre o vandalismo no cemitério dos imigrantes, no Centro. Não consigo acreditar que pessoas consigam fazer uma coisa dessas. Eu acho que nossos antepassados devem descansar em paz.
Lauro também fala das vezes em que saíram no jornal. Há muitas fotos nossas, em virtude das viagens que fazemos. Mas aquela que me lembro com carinho saiu no ano 2000, quando eu e a Edeltraud participávamos da feira na Praça Jorge Lacerda. Na oportunidade, foi feita uma matéria e a nossa foto foi veiculada, conta.
O carinho pelo Jornal de Pomerode é tanto que eles não pretendem cancelar a assinatura tão cedo. Nestes anos todos, o jornal atrasou apenas uma vez. Não recebemos tabloides regionais, porque gostamos de saber o que acontece em nossa cidade. Por isso, não pretendemos deixar de receber o Jornal de Pomerode. Ficar bem informado é uma necessidade e isso acontece duas vezes por semana, quando o motoqueiro deixa o exemplar em nossa residência, finaliza Edeltraud.