Geral

Influência familiar

Muito mais importante do que explicar de onde viemos e o que fizemos, é manter em nossas raízes familiares costumes vividos por nossos ancestrais.

1 de junho de 2015

Preservar a cultura e as tradições alemãs é o que faz de Pomerode uma cidade tão especial. No entanto, muito mais importante do que explicar de onde viemos e o que fizemos, é manter em nossas raízes familiares costumes vividos por nossos ancestrais.
Para Augusto Larsen Starke, nascido em 12 de abril de 2010, o interesse pela música alemã começou quando mal conseguia falar. Quando Augusto tinha pouco mais de um ano ele já demonstrava interesse pelo que seu avô estava fazendo e, com isso, ficavam observando tocar trombone, conta a mãe, Larissa.
Seu avô, Ademir, tocava nas praças da cidade e ensaiava em casa. Ao perceber a empolgação de Augusto, a família o presenteou com uma pequena gaita de boca. Logo percebemos que ele gostava de música. Seu pai, seu tio e seu dindo também já foram ligados à música e isso parece estar no sangue. Em 2011 compramos uma gaita de boca para ele, pois notamos que ele observava a gaita que seu primo tinha, explica Larissa.
E o presente, mais do que especial, só o estimulou, fazendo com que sua paixão fosse ainda mais enaltecida. No entanto, o instrumento pelo qual Augusto tem idolatria, a gaita, foi lhe dado no ano passado. Ninguém da família toca gaita e não sei explicar por que da escolha dele, mas acredito que seja por conta do destaque que os gaiteiros ganham nos dvds de música alemã que ele assiste, afirma a mãe.
Provando que a música corre em suas veias, a gaita e Augusto não se separam. Durante o dia e até quando sai de casa o menino leva seu instrumento junto. Ele leva sua gaita para todos os lugares. E o destaque desse envolvimento aconteceu no ano passado quando, pela primeira vez, Augusto subiu ao palco com uma banda, conta.
A Hausmusikantem foi a banda com a qual o menino, no último domingo da Oktoberfest, chamou a atenção de pomerodenses, blumenauenses e turistas. Ele estava na Festa com sua gaita e pediu para subir ao palco. Com a autorização da banda ele foi e, desde então, sobe ao palco com a banda, quando há apresentações em que estamos presentes e, claro, com a banda do avô, a Alma Germânica, revela.
Apesar de não saber ler nem escrever, Augusto canta e toca a gaita, além de imitar as principais características dos gaiteiros. Quero colocá-lo em uma escola de música futuramente, quando ele souber ler e escrever. No entanto, mesmo que ainda não saiba, dá para notar que ele pula, se joga, se dedica às apresentações. Além disso, ele canta até em alemão e segue o ritmo da música, conta a mãe, orgulhosa.
O incentivo e apoio são dados pela família, mas nada é imposto a ele. Ficamos extremamente felizes que ele segue os passos do avô e do pai. Mas deixaremos ele ir até onde quiser, comenta.
Durante a Festa Pomerana a presença de Augusto pode ser notada todos os dias, de traje típico, claro. Ele adora o traje e a gaita e durante a Festa Pomerana a combinação não poderia ser diferente. Sempre que a banda do meu sogro tocava, ele já ficava ansioso em casa pra poder ir também, claro que ele não fica o tempo inteiro, mas por quase uma hora. Depois pedia para descer, e nós sempre respeitamos isso. Ele participou de apresentações em todos os pavilhões do evento e foi atração em todos., ressalta a mãe.
E os flashes já não são novidades para o menino. Houve até uma situação que chamou a atenção de sua mãe. No ano passado fomos assistir a um desfile da Oktoberfest e perto de onde estávamos uma dupla começou a tocar seus instrumentos. Augusto se reuniu a eles para tocar sua gaita também. Quando percebemos o público que estava próximo de nós deixou de observar o desfile, se encantou com ele e começou a bater fotos, fala a mãe.
Além disso, Augusto também participou de uma comemoração tipicamente alemã de Páscoa. Ele participou dos Stibas, durante a Páscoa. A música alemã já está inserida no cotidiano dele. Tanto que os dvds de música alemã são constantes em nossa televisão, afirma.
A paixão é tanta que a pergunta que Augusto faz à mãe é se poderá levar o instrumento para a escola também.
A preservação da cultura alemã é motivo de orgulho para a família. Isso é tradição, é cultura da nossa cidade e a música está no sangue de nossa família. Temos que incentivá-lo e assim vamos fazer, finaliza a mãe.

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