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Incêndio florestal deixa dezenas de mortos e feridos em Portugal

O fogo teria começado por volta das 15h de sábado, 17 de junho, após um raio ter atingido uma árvore. Devido às altas temperaturas na região, além do clima seco, o fogo se alastrou rapidamente. O último balanço divulgado já confirmou o número de 62 mortos e 62 feridos.

19 de junho de 2017

O incêndio florestal de grandes proporções que atinge a região de Pedrógão Grande, em Portugal, já provocou 62 mortes e deixou 62 pessoas feridas, incluindo cinco em estado grave, uma criança e quatro bombeiros, segundo o último balanço oficial divulgado. Mais de mil bombeiros ainda trabalham nas tentativas de contenção às chamas.

Durante o final de semana, as temperaturas ficaram próximas aos 40°C em várias regiões do país, e o fogo já seguia na direção das regiões vizinhas de Castelo Branco e Coimbra, nesta segunda-feira.

Muitas das vítimas fatais morreram carbonizadas dentro de seus carros, na estrada entre Figueiró e Castanheira de Pêra, região que foi tomada pelo fogo ainda no sábado, 17.

“Era verdadeiramente um inferno. Pensei que o fim do mundo havia chegado. Não acreditei que sairia viva”, contou Maria de Fátima Nunes, que foi resgatada pelos bombeiros.

Corpos foram encontrados em casas localizadas em áreas isoladas. Os moradores de pelo menos três localidades próximas a Pedrógão Grande foram retirados de suas residências.

Algumas vítimas identificadas “morreram em suas casas, que não deixaram a tempo”, afirmou o primeiro-ministro António Costa, que pediu à população que respeite as ordens de saída.

O fogo teria começado por volta das 15h de sábado, 17 de junho, após um raio ter atingido uma árvore. Devido às altas temperaturas na região, além do clima seco, o fogo se alastrou rapidamente. Além disso, no momento acontecia um fenômeno que é chamado de “trovoada seca”, quando a chuva evapora antes de chegar ao solo. Com o vento forte, as chamas se alastraram rapidamente. 

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