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Horário de Verão termina neste sábado

À meia-noite, os relógios devem ser atrasados em uma hora, voltando ao horário normal .

16 de fevereiro de 2018

Exatamente à meia-noite deste sábado, 17 de fevereiro, chega ao fim o Horário Brasileiro de Verão, que estava em vigor desde outubro de 2017. Com o fim do horário diferenciado, é necessário atrasar em uma hora os relógios. 

No final deste ano, o Horário de Verão deve começar mais tarde do que o habitual, devido a um decreto assinado no fim de 2017, pelo presidente Michel Temer, que diminui a duração do horário especial, este iniciando em novembro, e não mais em outubro, como era comum. Somente a data de encerramento continua a mesma, no terceiro domingo de fevereiro de cada ano. 

A decisão foi motivada por um pedido do ministro do Supremo do Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, que solicitou que o Horário de Verão começasse apenas depois do segundo turno das eleições, em 04 de novembro. A votação será no dia 28 de outubro. O TSE justificou que a medida tem como objetivo evitar atrasos na apuração dos votos e na divulgação dos resultados do pleito.

Um dos exemplos utilizados pelo TSE para justificar a medida foi o Acre, onde as urnas são fechadas apenas três horas após a contagem de votos já ter sido iniciada nas regiões Sul, Sudeste e parte do Centro-Oeste. O Horário de Verão é aderido pelos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Goiás, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal. 

Fim do Horário de Verão 

O governo cogitou, em 2017, pôr fim ao Horário de Verão, antes da decisão de encurtar o período. A possibilidade foi levantada após um estudo realizado pelo Ministério de Minas e Energia, que apontou queda na efetividade da medida, uma vez que o perfil de consumo de eletricidade não estava mais diretamente ligado ao horário, mas sim, à temperatura.

Ter uma hora adiantada na época mais quente do ano não resulta em economia, de acordo com o levantamento. Isso acontece porque, segundo o Ministério de Minas e Energia, não há relação direta com a redução de consumo e a demanda. As discussões a respeito do cancelamento do Horário de Verão começaram neste ano, mas por falta de tempo para consultar a população, a decisão foi adiada.

Relatórios do governo apontam que a maior influência dos hábitos do consumidor é a temperatura, e não a incidência de luz durante o dia. De acordo com o Ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, o pico de demanda, hoje, é no início da tarde, entre as 14h e 15h, momento do dia em que a temperatura está mais alta.

Em 2016, de acordo com dados do Ministério de Minas e  Energia, o Horário de Verão durou 126 dias e gerou uma economia de R$ 159,5 milhões ao sistema. Mas o custo é considerado irrelevante para o setor. O secretário executivo do Ministério de Minas e Energia, Paulo Pedrosa, disse que, para o governo, a aplicação da iniciativa se aproxima da neutralidade. Em contrapartida, ele afirma que, para a sociedade, a impressão é de que a alteração traz benefícios.

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