Hora de atrasar o relógio
À zero hora do próximo domingo, dia 17 de fevereiro, o Horário de Verão de chega ao fim e os brasileiros que vivem nas regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste devem atrasar o relógio em uma hora. Essa edição do horário começou no dia 21 de outubro e teve duração de 119 dias. Até o fim do período, a estimativa do Operador Nacional do Sistema (ONS) é que o País economize cerca de R$280 milhões.
À zero hora do próximo domingo, dia 17 de fevereiro, o Horário de Verão de chega ao fim e os brasileiros que vivem nas regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste devem atrasar o relógio em uma hora. Essa edição do horário começou no dia 21 de outubro e teve duração de 119 dias. Até o fim do período, a estimativa do Operador Nacional do Sistema (ONS) é que o País economize cerca de R$280 milhões em energia elétrica, nos 11 estados que adotam o HV e no Distrito Federal.
Em Santa Catarina, os dados preliminares indicam redução similar à ocorrida no último HV, em torno de 5% na carga do sistema elétrico da Celesc Distribuição (166MW) e 0,5% na energia (41,6GWh ou 13,0MWmédios) em sua área de concessão. A redução foi equivalente a 79% da carga do município de Florianópolis ou 37% da carga de Joinville durante todo o período. Em relação à redução no consumo de energia, o valor representa aproximadamente o consumo, durante o período do HV, de um município como Araranguá, com 25.946 unidades consumidoras, ou 10,2% do consumo de Blumenau, ou ainda 36,4% do consumo de Lages.
Na última edição, que teve 133 dias, a maior duração desde a implantação oficial do HV em 1985, os dados do ONS indicaram redução de 4,9% (160 MW) na carga do sistema elétrico da Celesc Distribuição e 0,5% na energia (41,6 GWh ou 13,0 MWmédios) em sua área de concessão. A redução foi equivalente a 75% da carga do município de Florianópolis ou 35% da carga do município de Joinville durante o período do HV. Em relação à redução no consumo de energia, o valor representou aproximadamente o consumo, durante o período do HV, de um município como Campos Novos, com 13.158 unidades consumidoras, 22,8% do consumo de Criciúma, 9,8% do consumo de Blumenau, 4,3% do consumo de Joinville, 18,2% do consumo de Chapecó e 35,0% do consumo de Lages.
Com os dias mais longos, o objetivo é reduzir o consumo de energia e aproveitar mais a luz do sol durante o verão. A conjugação de fatores como a mudança de comportamento dos consumidores residenciais e o término do expediente de trabalho ainda com luz natural, associados ao atraso no início da iluminação pública, reduz a coincidência com o consumo comercial e industrial de energia elétrica, acarretando uma diminuição na demanda máxima no horário de ponta de cada distribuidora de energia e, por consequência, do Sistema Interligado Nacional.
Benefícios – O principal efeito esperado nas áreas do Sistema Interligado Nacional – SIN, onde se adota o Horário de Verão, é sempre a redução da carga máxima durante o horário de ponta, entre 18h e 22h. A aplicação dessa medida vem sendo praticada nas regiões geográficas onde sua eficácia tem sido comprovada, garantindo atendimento às áreas críticas, proporcionando folgas à operação para efetivação de manutenções em instalações de geração e transmissão do SIN e economia relacionada à redução de geração térmica para manter níveis adequados de suprimento aos centros de consumo.
As reduções na demanda máxima instantânea, induzidas pela implantação do Horário de Verão, trazem benefícios, como: o aumento da qualidade e segurança do fornecimento de energia elétrica ao consumidor final, através do aumento da confiabilidade do SIN, permitindo que determinadas áreas passem a suportar a indisponibilidade de equipamentos.