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Homenagem aos Colonos e aos Agricultores

A Lei Federal nº 5.496, de 5 de setembro de 1968, estabelece o dia 25 de julho como o Dia do Colono. Mas este mesmo dia é considerado, também, o Dia Nacional da Agricultura. Andando mais três dias no calendário teremos, no dia 28, o Dia do Agricultor. Tão próximos um do outro, colono e agricultor, qual a diferença entre eles?

1 de junho de 2015

A Lei Federal nº 5.496, de 5 de setembro de 1968, estabelece o dia 25 de julho como o Dia do Colono. Mas este mesmo dia é considerado, também, o Dia Nacional da Agricultura. Andando mais três dias no calendário teremos, no dia 28, o Dia do Agricultor.Tão próximos um do outro, colono e agricultor, qual a diferença entre eles? Resposta: Quase nenhuma! Ou nenhuma. Na verdade bem verdadeira, colono, agricultor, lavrador e cultivador são sinônimos.
Mas, colonos foram os povos que imigraram para o Brasil e aqui permaneceram contribuindo para diversificar a cultura com seus costumes e idiomas próprios, a exemplo dos alemães que se instalaram no sul do país.
Pomerode é um exemplo disso, em Santa Catarina. A cidade mais alemã do Brasil ficou marcada como aquela que ainda mantém firme as suas tradições e que são compartilhadas com os filhos da terra, vivendo todos harmoniosamente. Outras colônias também se fizeram em terras brasileiras, podendo citar São Francisco do Sul, onde a colonização sofreu a influência de três nações: francesa, portuguesa e espanhola. Outro exemplo de colonização europeia é Treze Tílias, com povoação austríaca. Descendo um pouco no mapa brasileiro, chegaremos ao estado do Rio Grande do Sul que, no qual a cidade de Flores da Cunha é considerada a cidade mais italiana do Brasil, assim como Pomerode é considerada a mais alemã. Se partirmos para o estado do Paraná, teremos a cidade de Prudentópolis, com colonização ucraniana. Dando um pequeno salto no mapa, chegaremos à São Paulo, com seu espaço oriental japonês. No Rio de Janeiro, a influência foi portuguesa. Na Bahia, a participação foi da cultura africana. Ainda no nordeste, em Recife, a invasão holandesa em 1630 deixou traços de colonização das terras de Mauricio de Nassau.
Diga-se de passagem, que Mauricio de Nassau era conde holandês, mas alemão de nascimento. Assim, o Brasil é um mosaico de povos diferentes que colonizaram cada pedaço desta terra.
Como o leitor pôde observar, a palavra colonização foi citada várias vezes mas, onde entram, exatamente, os agricultores?
Quem colonizou foram colonos que, por força inicial da necessidade de se alimentarem, se tornaram agricultores, muitos já trazendo em suas origens suas próprias técnicas. O ato de tirar da terra o alimento sadio é do agricultor que, com sua sabedoria que não se aprende nas escolas, sabe olhar o tempo e dizer quando e onde se deve plantar a melhor semente para colher o melhor fruto.
Os imigrantes alemães, italianos, ucranianos, japoneses, portugueses, franceses, espanhóis e tantos outros que vieram para o Brasil, a convite do governo brasileiro ou por sua livre vontade, receberam aqui uma parte de terra para compor suas colônias, formando suas agriculturas, criando seus gados leiteiros, de tração ou de transporte. Assim, de colonos e agricultores, se tornaram, também, pecuaristas.
Pomerode é um exemplo de toda esta trajetória de história desde a colonização, mantendo em suas terras áreas de plantio e campos de gados, na sua maioria, leiteiro, mesmo já estando há alguns anos na era industrial.
Assim como algumas outras cidades, Pomerode tem prestado merecida homenagem aos colonizadores que transformaram a terra bruta em belas cidades, em verdadeiros cartões postais, principalmente, europeus. A homenagem prestada por Pomerode ao colono está em forma de um belo monumento na Praça Torgelow, em frente ao Teatro Municipal. – Por Valderimar Teixeira

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