Histórias escondidas
Alunos da Noemi Schroeder, baseados em entrevistas sobre o período da Segunda Guerra em Pomerode, criam peça de teatro para repassar conhecimento
É na aula de história que adquirimos conhecimento sobre a humanidade, sobre períodos marcantes e que mudaram a vida das pessoas, sobre os rumos tomados por grandes potências e que culminaram nos dias que vivemos hoje.
Talvez, enquanto ainda somos estudantes, questionemos a importância das aulas de história. No entanto, uma coisa é certa: sem história não há vida. E, para transformar os textos presentes nas apostilas em algo mais divertido de aprender, alunos do 9º ano da EBM Noemi Vieira de Campos Schroeder, com o professor responsável pela disciplina, inovaram na transmissão do conhecimento.
O tema discutido em sala abordava o período da Segunda Guerra Mundial e, durante a aula, um documentário intitulado Sem Palavras foi apresentado. “O documentário traz a realidade vivida pelos alemães em nossa região nesse período. A perseguição, a rotina, as proibições. Tudo que os alemães passaram naquela época em fotos e vídeos, com entrevistas para enriquecer o conhecimento e apresentar, de forma diferenciada, o assunto”, revela o professor de história da instituição, Maicon Keller.
A partir do documentário, outro questionamento surgiu: “como viviam os alemães em Pomerode naquela época?”. Os alunos Bruna Laís Freiberger, Duan Lueders, Marina Tiedt e Shayene Hornburg entrevistaram idosos pomerodenses para responder essa questão e apresentaram as respostas aos alunos de 6º ao 9º ano através de uma peça teatral.
“Sem personagem específico. A peça, escrita principalmente pela Bruna, abordou trechos das histórias contadas pelos nossos entrevistados, mas foi bastante enriquecedora e aproximou os alunos da realidade vivida aqui em nossa cidade. Essa foi uma forma de explorar a arte através de histórias vivas e colocar sentimento àquele momento”, frisa o professor.
Antes da apresentação, ainda, um vídeo com fotos da época e, também, de familiares que viveram momentos da Primeira Guerra foram apresentados aos espectadores.
Para os alunos, a experiência é relevante. “Somos gratos por poder aprender com pessoas que viveram o momento e é extremamente gratificante poder repassar isso aos nossos colegas. Alguns dos entrevistados são nossos familiares e não haviam nos contado sobre essa realidade, que, no início, para alguns, foi bastante difícil dividir. O período da nacionalização mudou completamente a vida aqui, uma vez que foi necessário deixar seus costumes, seu idioma, suas raízes de lado para evitar, inclusive, prisões e represálias”, finalizam.