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Histórias do Esporte

Por Arno Nascimento

12 de janeiro de 2011

Ao chegar a Helsinque para participar dos XV Jogos Olímpicos, em julho de 1952, o corredor techeco Emil Zatopek, então com 29 anos, já era um fundista famoso no mundo inteiro. Sua imagem estava viva na memória de todos os esportistas: magro, desajeitado, que ao correr fazia caretas, ora cômicas, ora dramáticas. Punha a língua para fora, agitava a cabeça de um lado para o outro, os ombros pendiam e temia-se, às vezes, que em algum momento, sofresse um colapso e caísse. Mas ele jamais caiu.
Era esse homem, oficial do Exército da Techecoslováquia, que se dispunha a assombrar o público de Helsinque, inscrevendo-se nas três mais longas provas da programação olímpica: 5.000 m, 10.000 m e a Maratona (42.195 m).
Ganhou as três, numa façanha absolutamente extraordinária: antes dele, ninguém a alcançara. Depois dele, ninguém repetia. Pois um atleta como Emil Zatopek não nasce duas vezes.

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