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Há quatro anos, tragédia em Pomerode

Quem estava no Vale do Itajaí em novembro de 2008, lembra muito bem como foi a madrugada entre os dias 22 e 23 de novembro. Um fim de semana chuvoso que parecia ser como tantos outros, mas que reservava um dos momentos mais tristes da história de Santa Catarina. Acostumados com enchentes, o povo dessa região se deparou com um novo “fantasma” os deslizamentos e a explosão da tubulação do gasoduto.

1 de junho de 2015

Quem estava no Vale do Itajaí em novembro de 2008, lembra muito bem como foi a madrugada entre os dias 22 e 23 de novembro. Um fim de semana chuvoso que parecia ser como tantos outros, mas que reservava um dos momentos mais tristes da história de Santa Catarina.
Acostumados com enchentes, o povo dessa região se deparou com um novo “fantasma” os deslizamentos e a explosão da tubulação do gasoduto Brasil-Bolívia, que maximizou problemas que a abundância de água penetrando no solo já proporcionava.
Um verdadeiro cenário de horror, que mobilizou, inclusive, a maior operação área de resgate em solo catarinense.
Números impactantes, que só não foram maiores porque muitas das áreas atingidas eram de pouca densidade demográfica.
Mesmo assim, desmantelou famílias e tirou de nosso convívio muitos irmãos que aqui nasceram. E apesar de Pomerode ter vivido, no mês de março de 2011, uma enxurrada de proporções maiores que a de 2008, a lembrança da morte ocorrida na cidade em um deslizamento no Testo Central ainda está estampada na fenda criada pela terra que soterrou a residência de Arno Geisler, 78 anos.
São marcas visíveis a quem sabe da história e também sabe que, apesar de muito esforço das autoridades e da própria população, pouco foi feito para prevenir que desastres como o ocorrido possam acontecer novamente no Estado.
Essa constatação é levantada pelo coordenador de Defesa Civil do município, Ademar Marquadt. Para ele a experiência foi muito válida e algumas ações dão mais tranquilidade caso precisem agir em um situação extrema como a de 2008. Contrastando com essa resposta rápida, estão os projetos de prevenção, que Marquadt afirma que faltaram recursos federais e estaduais que permitissem que um trabalho preventivo fosse feito para evitar novos episódios. “Ganhamos experiência, principalmente por meio das vistorias feitas pelas equipes da UFSC. Tivemos capacitação e fizemos o que estava ao nosso alcance”, comenta o coordenador.
Segundo ele, não vieram verbas suficientes para serem feitas as contenções. “Na prática não teve êxito essa conscientização de que precisávamos prevenir e, como muitas outras cidades do Estado sofreram catástrofes climáticas depois de 2008, faltou recursos. Desta forma fizemos o que estava dentro das nossas possibilidades”, destacou.
Entre as ações do município algumas contenções foram feitas, assim como a dragagem dos rios menores que são afluentes do Rio do Testo, que também sofreu intervenção, principalmente nos últimos meses, com uma draga trabalhando no desassoreamento e retirando cerca de 60 cargas de areia por dia. “Não podemos negar que nossa estrutura melhorou, tanto que faremos doação de barcos aos Bombeiros Voluntários. Sem contar que temos convênio com a Epagri/Ciram que nos avisa com antecedência o risco de novas chuvas fortes. Isso nos deixa aptos a responder rapidamente”, ressaltou.

Números
• 2 meses de chuva
• 80 mil pessoas tiveram que deixar suas residências
• 135 mortos
• 2 desaparecidos
• 44 municípios decretaram situação de emergência

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