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H1N1 faz primeira vítima

Márcia Erdmann Borchardt faleceu no final da tarde de domingo, dia 10 de junho, quando estava sendo transferida para um hospital em Blumenau.

1 de junho de 2015

O vírus Influenza H1N1 nunca deixou de existir desde o seu ápice, que ocorreu em 2009 com uma pandemia mundial. No ano passado, alguns casos foram registrados, mas nenhuma morte. Este ano novos casos estão sendo registrados e Santa Catarina está inclusa nesta lista.
Cidades como Blumenau, Itajaí, Florianópolis e Rio do Sul já possuíam casos de óbitos confirmados. Pomerode confirmou a primeira morte causada em virtude da Gripe A nesta terça-feira, dia 12 de junho.
Márcia Erdmann Borchardt, de 43 anos, faleceu no final da tarde de domingo, dia 10 de junho. A mulher faleceu enquanto estava sendo transferida do Hospital e Maternidade Rio do Testo para um Hospital em Blumenau. A causa da morte divulgada oficialmente na terça-feira, dia 12 de junho, confirmou a suspeita de Gripe H1N1.
A Secretária de Saúde, Maria Regina Soar, comentou esse caso de óbito. “Todas as orientações de suporte foram dadas tanto para a vítima como para a família, mas infelizmente ela acabou falecendo durante a sua transferência para Blumenau”.
Outro caso de gripe já foi confirmado na cidade. Um homem de 33 anos, que teve alta hospitalar e está bem. Há também outros dois casos suspeitos de duas crianças com cerca de dois anos. Delas foram colhidas amostras de material para exame na manhã de terça e o resultado sairá dentro de cinco dias. No entanto, mesmo sem o resultado oficial, as crianças já estão sendo medicadas contra a H1N1.

Câmara de Vereadores propõe vacinação à população
Na sessão da Câmara de segunda-feira, dia 11 de junho, os vereadores solicitaram ao Executivo, através de um requerimento de urgência, esclarecimentos sobre a aquisição das vacinas.
A justificativa do requerimento dá-se devido ao aumento de casos de gripe H1N1 em Pomerode e ainda a insuficiência de vacinas em nosso Município. A Câmara também solicita a aquisição de quantidade suficiente de vacinas, para oferecer à população, de modo a combater com eficiência este surto que preocupa a todos.
No requerimento a Câmara propõe disponibilizar recursos de sua dotação orçamentária, a título de antecipação, de modo a oferecer todas as condições para o efetivo atendimento da população, com a maior brevidade possível.
A Secretária de Saúde de Pomerode, Maria Regina Soar, comentou a situação de vacinação para toda a população. “Em nenhuma pandemia se estende a vacinação para toda a população. Temos a orientação de seguirmos as recomendações de vacinar os grupos de risco. A vacina previne, mas não garante que a população de contrair a gripe. Ela minimiza o efeito. Não é só a vacina que previne, mas a atitude das pessoas também”.

A palavra do Poder Público
O município está cobrando do Minstério da Saúde as vacinas, tendo em vista a obrigação da União na suplementação. A Diretora Nacional da Vigilância Epidemiológica e o Secretário Estadual de Saúde foram procurados para saber como proceder em caso de estender a vacinação para a população. De antemão, a Prefeitura de Pomerode já informa que vão ser disponibilizadas doses paras os portadores de patologias crônicas e servidores municipais, em virtude do contato expressivo com o público.
O Prefeito Municipal, Paulo Mauricio Pizzolatti, exalta a preocupação do município em relação à situação. “Estamos preocupados com a situação e procurando medidas para amenizá-la. O Poder Executivo não está inerte”, completou.
Até agora, foram vacinadas aproximadamente quatro mil pessoas em todo os município. A dose da vacina pode ser adquirida particularmente no consultório do Dr. John desde quinta-feira, dia 14 de junho.

Atendimentos
O Posto de Saúde do Centro terá seu horário estendido em caso de gripe, das 17h às 21h. No momento, está sendo feito um levantamento dos profissionais que poderão trabalhar nesse horário.
O HMRT, desde 01 de junho, atendeu 1022 pessoas. Destas, 718 com gripe, cerca de 70% dos atendimentos.

Reunião
Na quinta-feira, dia 14 de junho, ocorreu às 16h uma reunião com o Secretário Estadual de Saúde, junto com os Secretários e Prefeitos dos municípios associados à AMMVI, sobre a situação e medidas cabíveis a ela.

A gripe em Santa Catarina
Até a quarta-feira, dia 13 de junho, foram registradas dezoito mortes causadas pelo vírus H1N1 no Estado, este ano. A informação é da Diretoria Estadual de Vigilância Epidemiológica (Dive) de Santa Catarina.
Há outros 67 casos suspeitos sendo analisados. Os dados contabilizados da Dive confirmam que há um crescimento no número total de mortes, bem como na quantidade de casos em todo o Estado. No ano de 2011, houve cinco contaminações, mas nenhuma morte foi registrada.
O maior número foi em 2009, quando ocorreu a pandemia mundial da infecção. Naquele ano, SC registrou 3.029 contaminações, sendo 144 mortes.

O Vale do Itajaí
O Estado de Santa Catarina já concentra 88% dos casos confirmados de gripe na região Sul do país. Até terça-feira, a Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive) do Estado havia contabilizado 262 pessoas contaminadas pelo vírus H1N1 e 18 mortos.
Dentro todos os casos, o Vale do Itajaí é a região que concentra o maior número de casos no Estado. São 52 municípios e 130 pessoas que contraíram a gripe A. Esse dado equivale a 43% de todos os casos registrados no Sul do Brasil.

Campanha de Vacinação pelo SUS
A prorrogação da Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe foi encerrada no dia 1º de junho e contabilizou 90,06% de cobertura vacinal. Conforme o Setor de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde (SESA), em 14 anos de imunização contra a Gripe, este é o primeiro ano em que o Município de Pomerode atingiu a meta mínima de 80% de idosos vacinados, preconizada pelo Ministério da Saúde, chegando a vacinar 2.915 idosos, o que representa 86,34%.
A campanha deste ano visou imunizar, além dos idosos, Trabalhadores de Saúde, gestantes, crianças menores de dois anos, a partir de seis meses de idade. Em Pomerode, a meta era imunizar 4.416 pessoas das faixas etárias prioritárias.
Números da campanha
Total de crianças – 515
Cobertura vacinal – 99,22%

Gestantes – 257
Cobertura – 82,10%
Idosos – 3.376
Cobertura – 86,34%

População total – 4.416
Cobertura vacinal – 90,06%

O que é gripe?
Chamada anteriormente de gripe suína, teve seu nome alterado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em abril de 2009, para INFLUENZA A (H1N1). A gripe é uma doença respiratória causada por um novo vírus da gripe, o vírus A (H1N1). Os primeiros casos surgiram no México em meados de maio de 2009 e espalharam-se pelo mundo a partir daí. No dia 11 de junho foi decretada como pandemia nível máximo pela OMS.
Como a gripe comum, o vírus pode ser transmitido de pessoa a pessoa, principalmente por meio de tosse, espirro ou de secreções respiratórias de pessoas infectadas.

Prevenção
A vacinação tem sido bastante destacada como meio de prevenção da Gripe A. No entanto, de graça somente pelo SUS e dentro dos padrões preconizados pelo Ministério da Saúde (gestantes, idosos, crianças até dois anos e indígenas).
A vacina pode ser comprada em Blumenau ou em Timbó, por cerca de R$ 50. Em Blumenau ela pode ser encontrada no Hospital do Pulmão e em Timbó na Sala de Vacinação Pérola.
Outras dicas de prevenção são: ao tossir ou espirrar, cobrir o nariz e a boca com lenço descartável; manter os ambientes ventilados; não compartilhar alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal; lavar as mãos frequentemente com água e sabão, especialmente depois de tossir ou espirrar; evitar aglomerações, ambientes fechados e contato com pessoas doentes; adotar hábitos saudáveis com uma alimentação balanceada e líquidos e não usar medicamentos sem orientação médica.

Transmissão
O modo mais comum é a transmissão direta (pessoa a pessoa), por meio de gotículas expelidas pelo indivíduo infectado ao falar, tossir e espirrar. O modo indireto também ocorre por meio do contato com as secreções do doente. Nesse caso, as mãos são o principal veiculo, ao propiciarem a introdução de partículas virais diretamente nas mucosas oral, nasal e ocular. O período de incubação, em geral, é de um a quatro dias. Um indivíduo infectado pode transmitir o vírus no período compreendido entre dois dias antes do início dos sintomas até cinco dias após.

Sintomas
Os sintomas da influenza A é muito semelhante ao da gripe comum. As pessoas contaminadas evoluem com sintomas de uma doença respiratória aguda, como febre, tosse, dor de garganta, mal-estar e dor generalizada, dor de cabeça, calafrios, fadiga, diarréia e vômitos (menos comuns).
Portanto, preste atenção
aos sinais e sintomas:
1. Febre
2. Tosse
3. Garganta inflamada
4. Dor no corpo
5. Dor de cabeça
6. Calafrios e fadiga
7. Algumas vezes, diarréia e vômitos

Tratamento
O tratamento deve ser feito somente com recomendação médica, mas de uma maneira geral o tratamento da influenza A (H1N1) é basicamente de suporte, consistindo em repouso, aumento da ingestão de líquidos, agentes supressores da tosse e analgésicos/antipiréticos (por exemplo, antiinflamatórios não-esteroidais, paracetamol). Nos casos mais graves, pode ser necessária hidratação endovenosa e outros cuidados mais avançados de suporte. Os agentes antivirais podem ser considerados como tratamento ou prevenção.

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