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Greve ultrapassa duas semanas

Enquanto o Governo do Estado não chega a uma solução para o impasse com os professores da rede estadual de ensino, as escolas vão criando meios para minimizar as consequências da Greve. A reivindicação da classe não cessou, mesmo após a declaração do governo de que seria concedido o piso…

4 de junho de 2011

Enquanto o Governo do Estado não chega a uma solução para o impasse com os professores da rede estadual de ensino, as escolas vão criando meios para minimizar as consequências da Greve.
A reivindicação da classe não cessou, mesmo após a declaração do governo de que seria concedido o piso salarial nacional a todos os profissionais do magistério que ganhassem salário inferior aos R$ 1.187,00 determinados pelo Ministério da educação (MEC). Isso porque, a categoria por meio do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Santa Catarina (SINTE-SC) considera que a decisão do governador não respeita o plano de carreira da categoria.
Desta forma, os diretores das escolas estaduais de Pomerode vão improvisando para não ter a rotina prejudicada.
Conforme a orientadora da Escola José Bonifácio, Eli do Mello, foi feito um horário especial para que os alunos venham à escola somente nos horários que tem professores trabalhando. “Há turmas de manhã que tem todas as aulas, nos demais horários remanejamos aulas para ninguém ficar ocioso”, declara a orientadora, lembrando que dos 27 professores do educandário, atualmente 10 se encontram paralisados, um a menos que na semana passada.
A orientadora também ressaltou que pais e alunos estão compreendendo a reivindicação dos professores e alguns até ligaram para dizer que apoiam a manifestação da classe.
Na Escola Prudente de Moraes os mesmos três professores permanecem paralisados, afetando apenas as aulas do período noturno. “Esses profissionais são do período noturno e neste caso afeta principalmente os dois últimos tempos de aula, que acaba tendo os alunos liberados”, comentou o diretor Márcio Porath.
Quem até semana passada não tinha nenhum profissional aderindo ao movimento e precisou se adaptar esta semana, foi a Escola Testo Alto. Segundo a diretora, Ana Sueli Piske Borges, três professores que já participavam da paralisação em Blumenau, precisaram aderir em Pomerode também. “O sindicato não permite que um professor faça greve numa escola e vá dar aulas na outra. Em razão disso elas aderiram ao movimento”, explicou a diretora.
Entretanto, para suprir a falta de aula os alunos estão desenvolvendo atividades alternativas, como assistir a vídeos, participar da semana da Oração e também iniciar os preparativos para a festa junina.
Das quatro escolas da cidade que fazem parte da rede estadual de ensino, somente a Erwin Curt Teichmann foi a única que a reportagem não conseguiu contato com a direção para saber o que está sendo feito para ocupar os alunos durante o período que não há aulas. Na semana passada foi informado pela escola que aproximadamente 10 professores aderiram à greve.

Impasse
Disposto a pôr fim no impasse, o Governador Raimundo Colombo e o Secretário de Educação, Marco Antonio Tebaldi, se reuniram na quarta-feira, 01/05, com o Ministro da Educação, Fernando Haddad. Até o fechamento desta edição nada havia sido acordado entre Estado e SINTE.
Em Brasília, o governador do Estado foi buscar mais informações com o Governo Federal sobre a decisão do Supremo Tribunal Federal em relação ao pagamento do piso, já que o acórdão ainda não foi publicado. “Eu quero entender a posição do Governo Federal e ter de forma clara toda a decisão do Supremo, já que ele ainda não é conhecido”, disse Colombo no site oficial de Santa Catarina. No início do ano, o advogado-geral da União afirmou que o Governo Federal iria ajudar os Estados a pagarem o piso da categoria. A medida abrangeria 11 estados e não incluía Santa Catarina.
O Governo de Santa Catarina já encaminhou à Assembleia Legislativa a medida provisória que cumpre o pagamento do piso salarial dos professores. O governador Raimundo Colombo afirma que o Estado não tem condições de realizar o pagamento, que representaria aumento sob a folha salarial em R$ 109 milhões por mês.

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