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Governo de SC pede R$ 6,5 milhões para áreas atingidas por chuvas

Pessoas que perderam o prazo terão até o dia 7 de maio.
Até agora, foram vacinadas 36,9 milhões de pessoas.

21 de abril de 2010

O governador de Santa Catarina, Leonel Pavan (PSDB), pediu na tarde desta segunda-feira R$ 6,5 milhões para atendimento dos municípios afetados pelas chuvas que castigaram o Estado nos últimos dias. Os recursos foram solicitados junto à Secretaria da Defesa Civil Nacional e devem ser aplicados, segundo Pavan, nas cidades do oeste e Vale do Itajaí, regiões mais atingidas.

De acordo com as informações da Defesa Civil estadual, 123 mil pessoas foram afetadas pelas chuvas até as 21h desta segunda-feira, 46 cidades registraram estragos e 14 delas decretaram situação de emergência. O nível de alguns rios ainda precupa pelas próximas 24 horas.

O governador Pavan comparou a situação com as enchentes de 2008, mas ressaltou que o governo está mais “bem preparado” desta vez. “Já temos a Defesa Civil Estadual totalmente mobilizada, e o governo vem fazendo o possível e o impossível para diminuir o sofrimento dos atingidos”, disse.

Em 2008, os temporais em Santa Catarina causaram destruição após o mês de novembro, afetando em torno de 60 cidades e mais de 1,5 milhões de habitantes. Centenas de pessoas morreram e e mais de 9 mil pessoas foram forçadas a sair de suas casas para que não houvesse mais vítimas. Cerca de 5,6 mil tiveram as casas completamente destruídas.

Chuva e correnteza causam fechamento de portos
A força da correnteza gerada pelo rio Itajaí-Açú fez com que a Capitania dos Portos mantivesse um dos maiores complexos portuários de Santa Catarina fechado nesta segunda-feira.

Os terminais de Itajaí e Navegantes estão com as operações paralisadas por tempo indeterminado desde a tarde de domingo. Uma avaliação está prevista para a manhã de terça-feira, mas devido à continuidade das chuvas e aumento do nível do rio, a possibilidade é a de que o local só seja liberado na quarta.

A suspensão das manobras, segundo a direção do porto de Itajaí, ocorre para garantir a segurança de tripulantes e funcionários devido à forte correnteza. A força da água é tanta que um navio de 220 metros de cumprimento atracado na região acabou ficando à deriva depois que as amarras não suportaram o esforço e se romperam.A embarcação só parou após bater contra uma balsa. Apesar do susto, não houve registro de feridos.

O porto de Itajaí foi um dos mais afetados pela enchente de 2008. Ainda hoje estão sendo realizadas obras de recuperação nos berços 1 e 2 do terminal, administrado pela prefeitura local.
 

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