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Governo anuncia o pagamento do novo piso para professores

O novo piso salarial para professores de escolas públicas do país, válido para 2012, foi anunciado pelo Ministério da Educação, no final de fevereiro.

1 de junho de 2015

<p>O novo piso salarial para professores de escolas p&uacute;blicas do pa&iacute;s, v&aacute;lido para 2012, foi anunciado pelo Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o, no final de fevereiro. O valor &eacute; de R$ 1.450,87, o que representa um aumento de 22,22% em rela&ccedil;&atilde;o a 2011.<br />Diante do elevado percentual de reajuste, Estados e munic&iacute;pios j&aacute; sinalizaram grande dificuldade em cumprir a lei. Ao mesmo tempo, o professorado anunciou mobiliza&ccedil;&atilde;o nacional nos dias 14, 15 e 16 para exigir a aplica&ccedil;&atilde;o dos 22,22% aos profissionais da &aacute;rea, em todos os n&iacute;veis.<br />Em Santa Catarina, a proposta de reajuste salarial para o magist&eacute;rio foi apresentada ao sindicato da categoria pelo secret&aacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o, Eduardo Deschamps, na tarde quarta-feira, dia 14. A proposta prev&ecirc; a implanta&ccedil;&atilde;o do piso de R$ 1.450,87 j&aacute; no m&ecirc;s de mar&ccedil;o a todos os professores que recebiam sal&aacute;rio base abaixo desse valor.<br />Segundo a Secretaria, o novo vencimento ser&aacute; utilizado como base de c&aacute;lculo para todos os benef&iacute;cios que complementam o sal&aacute;rio b&aacute;sico dos professores. O reajuste dos pagamentos de janeiro e fevereiro, que tiveram como base o piso antigo, ser&aacute; realizado em duas parcelas j&aacute; definidas: uma em julho e a outra em setembro.<br />Os n&uacute;meros: passam a receber o piso nacional do magist&eacute;rio, 21 mil efetivos, 16 mil ACTs (Admitidos em Car&aacute;ter Tempor&aacute;rio) e 24 mil inativos (aposentados e trabalhadores em licen&ccedil;a m&eacute;dica).<br />Carreira – O secretario de Educa&ccedil;&atilde;o assinala que os beneficiados n&atilde;o ser&atilde;o apenas os profissionais em in&iacute;cio de carreira. "Os professores que t&ecirc;m vencimentos acima do piso v&atilde;o receber o aumento, que complementar&aacute; os 22,22%, em tr&ecirc;s parcelas anuais. A primeira em 2012, no percentual de 8%, e as demais nos pr&oacute;ximos dois anos", explica<br />Mobiliza&ccedil;&atilde;o – O escalonamento, por&eacute;m, n&atilde;o foi aceito pelo Sinte/SC que conseguiu levar &agrave; assembleia, realizada na tarde de quinta-feira, dia 15, em Florian&oacute;polis, representantes de todas as regi&otilde;es do Estado. De acordo com informa&ccedil;&otilde;es de jornais filiados &agrave; Adjori/SC, a ades&atilde;o &agrave; suspens&atilde;o de aulas n&atilde;o foi homog&ecirc;nea. Em algumas localidades (Conc&oacute;rdia, Seara, Videira, Mafra,Vale do Ararangu&aacute;, por exemplo) muitas escolas ficaram sem atividades, enquanto que em outras (Brusque, Irani, Catanduvas, Anita Garibaldi), a paralisa&ccedil;&atilde;o foi mais discreta. Professores de escolas estaduais aderiram mais ao movimento do que as municipais. Ao final da Assembleia, o Sinte optou por aguardar por 30 dias uma contraproposta do Governo. Foi definida, tamb&eacute;m, a realiza&amp;c cedil;&atilde;o de nova assembleia, em 17 de abril, caso a Secretaria de Educa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o se pronuncie. At&eacute; l&aacute;, as atividade seguem normalmente. <br />Cr&iacute;ticas aos reajustes: Embora reconhe&ccedil;a a necessidade de valorizar o magist&eacute;rio, melhorando o n&iacute;vel salarial, o secret&aacute;rio estadual da Educa&ccedil;&atilde;o, Eduardo Deschamps, lamenta que os legisladores projetaram percentuais de reajuste para o Piso Nacional do Magist&eacute;rio, sem levar em conta o aumento das receitas de Estados e munic&iacute;pios. Al&eacute;m dos 22,22% concedidos este ano, j&aacute; est&aacute; definido um reajuste de 18% para 2013. "Nenhum estado ou munic&iacute;pio brasileiro vai conseguir suportar tal eleva&ccedil;&atilde;o, sem infringir a Lei de Responsabilidade Fiscal", observa ele.<br />Segundo Deschamps, em Santa Catarina, o novo piso vai resultar em R$ 6 milh&otilde;es por m&ecirc;s a mais no or&ccedil;amento estadual. Caso atendesse a reivindica&ccedil;&atilde;o de aumento dos 22% de forma linear, a todo o professorado, a conta, conforme c&aacute;lculos da Secretaria de Educa&ccedil;&atilde;o, chegaria a R$ 34 milh&otilde;es/m&ecirc;s. "Isso &eacute; absolutamente invi&aacute;vel", admite o secret&aacute;rio.<br />Sem apoio – Um dispositivo da lei prev&ecirc; que a Uni&atilde;o complemente o pagamento para estados e munic&iacute;pios que alegarem n&atilde;o ter condi&ccedil;&otilde;es de bancar os reajustes. Por&eacute;m, at&eacute; hoje, n&atilde;o houve aporte financeiro do governo federal pois, segundo o MEC, n&atilde;o foi comprovada falta de verbas para esse fim.<br />Fonte: Adjori/SC</p>

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